BEM-VINDO AO BLOG DE ELIANA BELO
Arquivo virtual de História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região.*

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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Matriz Nossa Senhora da Candelária - 1839



O catolicismo era a religião oficial do Império do Brasil, isto fazia com que construção de igrejas, vencimentos do clero – a côngrua –, entre outros, fossem assuntos a serem tratados pelo Poder Legislativo, tanto no âmbito nacional, como no provincial.

Um conjunto de documentos encaminhado ao Legislativo Paulista pela Câmara Municipal de Itu, em 12 de Janeiro de 1839, acompanhava a solicitação de recursos para a conclusão da Igreja Matriz da então Freguesia de Indaiatuba. (Veja o recorte do jornal A Phenix abaixo, de 23 de fevereiro de 1839, da Hemeroteca da Biblioteca Nacional)




 

Uma planta e uma representação do Vigário Encomendado de Indaiatuba, Pedro Dias Paes Leme, datada de 17 de Novembro de 1838, embasavam o pedido de recursos da ordem de seis contos de réis para a construção do corpo da Igreja, cujo altar-mor já se encontrava concluído. 

A planta da igreja Matriz de Indaiatuba referenciada neste post está no acervo virtual da Exposição 'INTERIOR PAULISTA" do site da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.


(ao utilizar a imagem para a sua pesquisa, cite corretamente a fonte utilizada)




terça-feira, 29 de setembro de 2015

A História de Indaiatuba na sala de aula

O Passeios da Memória é um projeto estabelecido entre a Fundação Pró-Memória de Indaiatuba e a Secretaria Municipal de Educação desde 2011, que atende todos os alunos do 4º ano da Rede Municipal de Ensino de Indaiatuba.
Como o nome já diz, trata-se de  um passeio. 

Mas conceitualmente é muito mais do que isso. É um roteiro histórico cultural que começa no Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachella e contempla o Hospital Augusto de Oliveira Camargo, Praça Rui Barbosa, Câmara Municipal, Parque Ecológico, Paço Municipal, Chafariz, Shopping Jaraguá (Antigo Cotonifício), Praça Dom Pedro II, Praça Prudente de Moraes, Casarão Cultural Pau Preto, Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária e Museu Ferroviário. 
Em cada local do roteiro os alunos recebem informações a respeito da História de Indaiatuba através de estudo do meio, identificando, em cada local, a busca da população em prol de melhores condições de vida (por moradia, saneamento básico, coleta de lixo, serviços de água e energia elétrica, transporte, áreas verdes, lazer, qualidade das águas dos rios e do ar).
A História de Indaiatuba faz parte do componente curricular desta série. O objetivo é que os alunos possam refletir sobre relações entre histórias vividas, histórias coletivas, história local, história do Brasil, lugares e tempo cronológico, discutindo sobre as semelhanças e diferenças entre a história local e a história do Brasil.
Durante o passeio, os monitores da Secretaria de Educação  explicam aos alunos a história de cada local visitado, comentando também sobre a história do município.


Nas imagens você vê os alunos do 4o. ano D da da EMEB João Batista de Macedo
Rede Municipal de Ensino de Indaiatuba
alunos da educadora Juliana Batista de Andrade Garcia
 em 21 de setembro de 2015
conduzidos pela monitora do projeto, a educadora  Maria Angela Escodro, 
que acompanha as turmas pelos locais visitados.



 No Museu Ferroviário de Indaiatuba, os alunos fazem a visita monitorada também pelo responsável pelo museu, José Henrique Dércole, que também fala sobre a 
Locomotiva número 10 da Sorocabana (que foi a número 1 da Ytuana)



Não é só as escolas municipais que estão envolvidas em tarefas pedagógicas cujo foco é a valorização da história, memória e patrimônio de Indaiatuba. Neste sábado p.p., dia 27 de setembro, a Escola Estadual Antônio de Pádua Prado promoveu a Festa da Primavera, onde foram expostas maquetes produzidas por alunos do 7o. ano. "Pela dificuldade que tínhamos com o transporte, optamos por pesquisar pela internet. Os alunos elegeram locais relevantes, que foram estudados e depois foram representados em maquetes apresentados na festa", informou a professora Daniela Perroni Nicoletti, que trabalhou o tema junto com a professora de português da mesma série, de maneira interdisciplinar.






Museu do Casarão Pau-Preto e
Igreja Nossa Senhora da Candelária 
em maquetes executadas pelos alunos do 
7o. ano da Escola Estadual Antônio de Pádua Prado.


ESCOLA DO PATRIMONIO

Fundação Pró-Memória e a Unicamp, por meio do projeto Escola do Patrimôniocomeçou a disponibilizar desde 2014 oficinas gratuitas que tratam da questão do Patrimônio, História e Memória. 
Durante o ano de 2015, o foco tem sido atrair profissionais da área da Educação. Com isso, já foram atendidos professores da Rede Estadual com intenso apoio da Secretaria de Educação e com a Diretoria Regional de Ensino de Capivari, que convocam os professores para as oficinas. Coordenadores, professores e monitores das creches da Rede Municipal de Ensino também têm participado das oficinas, que são planejadas de modo a apresentar conteúdo teórico e prático sobre os temas abordados
A próxima oficina já está com as inscrições abertas e será sobre Atividades Educacionais no Ambiente Rural.


E você, tem projetos de seus alunos
 relacionados à História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba para divulgar?

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Corporação Musical Santo Antônio


"Um grupo de senhores de nossa cidade, grandes aficcionados pela música instrumental, uniram suas forças e criaram a Corporação Musical Santo Antonio". Essa foi a noticia dada com muita alegria pelo jornal Tribuna de Indaiá no dia 23 de maio de 1976.

Os dignos senhores foram: Waldemar Bérgamo, José Fanger, Francisco Garcia, José Paulino, José Rodrigues, Benedito Bértoli e Gilberto Pinto. A  estes iniciadores juntaram-se também os senhores Sivaldo José Bértoli e João Rosa, este último oferecendo a sede gratuitamente na rua 5 de julho 1542, onde os ensaios eram realizados semanalmente, todas as sextas-feiras.

A banda sempre foi citada em eventos registrados por cronistas, memorialistas e historiadores que até agora se encorajaram a escrever sobre a História local. Rubens de Campos Penteado descreve a formação de uma delas no ano de 1916, quando nela tocava o grande clarinetista Nabor Pires Camargo e seus irmãos. Até uma foto belíssima dessa formação existe no arquivo da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, guardada com esmero. O cronista Ejotaele, que descreve Indaiatuba das primeiras décadas do século XX, conta da Bandinha do Dunga e da que a precedeu, a Corporação Musical Lira Indaiatubana, esta última também retratada pelo pesquisador Nilson Cardoso de Carvalho.

Consta que na data a Corporação Musical Santo Antônio foi composta pelos seguintes músicos: Waldemar Bérgamo (presidente),  José Rodrigues (Maestro), Francisco Garcia, Moacir Meneses, Benedito Bértoli, Odair Bértoli, José Donofre, Irineu Baggi, Vergilio Solis, José Fanger, Geraldo Caldeira, José de Almeida, Decilio G. Frohm, João Rodrigues, Geraldo Pavan, Antônio de Almeida, Carlinhos e Dorival de Campos.

É de suma importância uma Corporação Musical para a cidade - registrou a edição do citado jornal - e a vida dela depende da colaboração de cada munícipe. Tanto é verdade que os próprios músicos, através de seu presidente, apelam para todos que gostam de participar de bandas, como músicos ou apenas colaboradores, que já existiram em Indaiatuba, se manifestem à Corporação Musical Santo Antônio que serão recebidos de braços abertos.

Podemos concluir pelo conteúdo da reportagem que além de convocar músicos voluntários para aumentar a quantidade de talentos na banda, ela já nascia sob a regência da boa-vontade e às custas da vaquinha dos simpatizantes, pois política pública para mantê-la não havia. Já foi arregimentada precisando de mecenas, mesmo que fossem estes seus próprios componentes.


Vamos, portanto, dar todo nosso apoio à BANDA, convocava à Tribuna, solidária ao pedido. E completava: ... ela traz, em si, o espírito vivo de civismo (palavra tão em moda em plena ditadura militar), alegria contagiante e a reaproximação dos homens às suas tradições.

Não deixemos morrer, mais uma vez, a BANDA em nossa cidade! Ela se reergueu para ser eterna. Vamos acolhê-la com carinho... incentivava mais ainda a Tribuna (!). Os tempos editoriais eram realmente "outros tempos". Analisando os jornais da década*, vê-se a obscuridade com  que o nefasto regime implementado com um golpe militar era tratado. Ao mesmo tempo dessa incômoda escuridão, dessa ausência que hoje afeta quem olha para o passado, podíamos testemunhar rompantes como esse em que, o redator (que no caso não assinou o artigo) podia dar sua opinião de forma visceral, comemorando, aclamando pela "volta ao passado", demonstrando sem disfarce que era um conhecedor da história de nossa Indaiatuba. Ele brada ajuda elegantemente e isso o conforta pois pode recuperar, para ele, uma época perdida; ele não disfarça a nostalgia.

Acho falta de reconhecer o escritor em um texto. Hoje a impessoalidade tornou-se procedimento e, como disse minha mestra Mônica Kimura no curso de quarta-feira passada, muitas vezes as notícias são i-gua -iiii-ziiii-nhas; só se muda a data, local e nome do sujeito (isso quando esse não é ocultado).

Mas voltemos à ressoante Santo Antônio.

A profecia não se concretizou e a banda se desmantelou; não se eternizou como quisera o emocionado jornalista. Em 1979, portanto três anos depois, nascia a Corporação Musical Villa-Lobos que já passou por altos e baixos e desde 1994 está sob regência de Samuel Nascimento de Lima, atualmente sob apadrinhamento cultural de Wladimir Soares.

Que desta vez a profecia se cumpra!


Imagem da Corporação Musical Santo Antônio
Crédito: Tribuna de Indaiá de 23/05/76
(cite a fonte ao usar textos e imagens em suas pesquisas)


* Edição do Jornal da Tribuna de Indaiá da Hemeroteca do Arquivo Público "Nilson Cardoso de Carvalho" da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Escola do Patrimônio no Casarão - Próxima Oficina: ATIVIDADES EDUCACIONAIS NO AMBIENTE RURAL


INSCRIÇÕES ABERTAS

Oficina ministrada pela Profª Doutoranda Lívia Lima
Em parceria com a UNICAMP - GRATUITA - Com direito à certificado
Data: 03 e 24 de outubro de 2015 (sábados)
Horário: 9h às 12h – 14h às 17h
Local: Rua Pedro Gonçalves, 477 – Jardim Pau Preto – Indaiatuba/SP (Casarão Pau Preto)
  • Ementa: As atividades educacionais no Ambiente Rural possibilitam um exercício de sensibilização para a valorização dos espaços rurais no tempo presente. Esta oficina tem como objetivo proporcionar aos docentes da rede pública municipal, conhecimentos atualizados sobre Educação e os âmbitos da educação no ambiente rural, como a educação não formal, a educação patrimonial e o turismo, os conceitos que norteiam os fundamentos e aplicações, proporcionando subsídios para o entendimento das dinâmicas no espaço rural. Para o alcance do objetivo será apresentada a metodologia da História Oral e a intersecção da memória com a vida social e o tempo presente.
  • Temas: Histórico da educação não formal e educação patrimonial. Introdução à metodologia qualitativa da História Oral. Aplicações das atividades turístico-culturais em espaços rurais.

Atividade Prática: Trabalho em campo para a aplicação das atividades educacionais não formais no ambiente rural.

Help Casarão - Tempo Real - 22/09/2015 10:35






Estas fotos foram tiradas neste exato momento na frente do Casarão Pau-Preto, patrimônio tombado de nossa cidade, que foi caprichosamente restaurado no ano passado, após quase ir para o chão, após rompimento de uma adutora do SAAE.

O Casarão Pau Preto é atualmente a sede da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba e abriga um Museu bastante querido pela população, uma vez que diferente de muitos outros, foi "reinvindicado" e não foi imposto por uma classe ou grupo. 

Ele surgiu para a atual função em paralelo a implementação da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba e abriga, junto com a Matriz Nossa Senhora da Candelária, a Casa Número 1, o Busto de Dom José, a Estação Ferroviária com a Locomotiva número 10 e o prédio e jardim do HAOC o chamado "Centro Histórico de Indaiatuba".

Por ter sido construído com técnicas de taipa e ter sobrevivido ao tempo e a especulação imobiliária, ele é referência arqueológica, artística, arquitetônica, histórica. Também é referência sentimental, emocional, de beleza, de estética e está presente na memória de várias gerações de indaiatubanos que lembram de lugar como biblioteca, teatro, jongo, escoteirismo, contação de histórias, teatros, exposições, saraus, música, dança, cursos, informática, oficinas e tantas e outras tantas memórias relacionadas há vários saberes que já são seculares.

Na manhã de hoje novamente ele esteve em risco. Risco que não pode estar exposto.

O abalo de sua frágil estrutura não coloca em risco apenas suas paredes de taipa com as vibrações. Coloca em risco todos as memórias e histórias que ali se concretizaram e que vão e vem, a cada dia, no coração e mente de cada visitante, de cada pessoa que por ali ficou, que por ali passa.

Ele nos pertence, e sendo meu e sendo meu, não ruirá.

Enquanto for meu e nosso, nenhum caminhão ficará balançando ali na frente, ameaçando suas estruturas, meu coração, nosso coração, minha memória, nossas memórias e grande parte do que é a identidade de nossa cidade.

Não desistiremos nunca de você, querido Casarão, nem que para isso, como hoje, os funcionários tenham que levantar de suas cadeiras e ir lá. inclusive, novamente, o Superintendente da Fundação Pró-Memória ser destratado - de novo - pela iniciativa privada - ao tentar defender o que é nosso. 

Como diz o pop Papa Francisco, o Casarão é nossa casa comum.


Pós-escrito (1) - 22/09/2015 14:21 - A Construtora assumiu que vai executar o serviço necessário para o encaminhamento da obra mantendo o veículo em zona minimante distante do local proibido, no qual não coloque o Casarão em risco e ao mesmo tempo possa executar o processo, Assumiu ainda fazer um Estudo de Impacto (na verdade está sendo feito nesse momento) no qual assume qualquer consequência de possível impacto que possa ser causado ao patrimônio, como já vem sendo feito. 

Pós-escrito (2) - 22/09/2015 16:32 - Acompanhamos em campo o processo. Há uma bobcat pequena fazendo a retirada e o caminhão com terra dá a ré, sem passar pela frente da rua do Casarão.


UM POUCO DE TEORIA

A restrição à passagem de caminhões na rua em frente ao Casarão teve início no ano passado, após o restauro que aconteceu quando uma adutora do SAAE rompeu-se causando graves danos à centenária construção feita com a técnica de taipa de pilão. 

Na ocasião o sonho dos preservacionistas era fechar a rua de uma vez por todas, fazendo um passeio no entorno de toda a Matriz. Mas já era tarde, dois prédios já estavam sendo construídos, um em cada esquina e isso seria impossível. A solução foi reduzir a largura da rua e impedir a passagem de caminhões.

A discussão sobre o impacto e os caminhões causam em patrimônios históricos edificados é antiga no mundo, mas no Brasil ela tomou voz principalmente a partir da década de 1990 na cidade de Ouro Preto. Ali, foi tomado como base principalmente dois estudos: o primeiro, mas antigo, feito pela Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (GEIPOT) e de outro, mais recente (2008), financiado pelo Programa Monumento Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, vinculado ao Ministério da Cultura, ambos apontando efeito negativo do impacto causado pelo trânsito de veículos pesados em prédios históricos.

Neste link você pode ler um pouco mais sobre ANÁLISE DO RISCO DE DANOS POR VIBRAÇÃO MECÂNICA NOS MONUMENTOS.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Professora Nhá Chica Thebas

Professora Nhá Chica Thebas é apontada por vários cronistas e memorialistas como tendo sido a primeira professora de Indaiatuba, mas não foi. Ela ganhou essa "fama" pois foi a primeira a ser "registrada" por cronistas e memorialistas, provavelmente por alunos dela ou pessoas que ouviram falar dela como 'Fernão Dias' (veja crônica abaixo).

No jornal O Commercio de São Paulo do dia 11 de novembro de 1893 ela é citada oficialmente como professora de nossa cidade, quando então precisou afastar-se por doença, sendo substituída pela professora Francisca Philomena de Toledo:



Em sua tese de mestrado a pesquisadora Silvane Rodrigues Leite Alves aponta que o primeiro registro de existência de um professor de primeiras letras na então Vila de Indaiatuba, foi no ano de 1854, justamente no ano em que através da Lei nº 1331 A, estabeleceu-se o Regulamento da Instrução Pública Primária e Secundária no município da Corte. Esse Regulamento delimitava o público alvo do ensino primário e secundário. O acesso às escolas, criadas pelo Ministério do Império, era “... franqueado à população livre e vacinada, não portadora de moléstias contagiosas. Os escravos eram expressamente proibidos de matricularem-se nas escolas públicas”

O Regulamento estabelecia ainda a obrigatoriedade do ensino primário aos alunos cuja faixa etária – impreterivelmente entre 5 e 14 anos – era permitido o acesso às escolas primárias, estabelecendo multas aos responsáveis por crianças que nesta faixa de idade não recebessem instrução pública.

Nesse cenário, aponta a historiadora que, após 24 anos de sua fundação, nesse citado ano de 1854, Indaiatuba não tinha propriamente uma "escola", mas sim um professor de primeiras letras que se chamava Antonio Leite de Carvalho

Já com a elevação da  Freguesia à categoria de Vila, em 1859, a primeira "escola" que consta ter sido apenas masculina, foi provida e mantida pelo governo da província. E o professor era  Pedro Antunes da Silva

As pesquisas de historiadora Silvane apontam que a famosa professora Nhá Thebas veio para Indaiatuba somente em 5 de fevereiro de 1884, removida do bairro de Itatuva, município de Faxina. Posteriormente, em 14 de maio de 1884, ela assumiu a 1ª cadeira feminina da Vila permanecendo até 1893, quando veio a falecer, em 5 de dezembro de 1893.

No “Livro de Matrícula das alunas da Escola Pública de Dª. Francisca Ferraz de Camargo Thebas”, referente a 1893, constam as matrículas de 58 alunas.

(Repare que ela é chamada por dois nomes diferentes, mas é a mesma pessoa).

Com o falecimento da professora Francisca Thebas, a substituta Francisca Philomena de Toledo assume as aulas em 29 de outubro de 1894, plenamente aprovada em exame perante o inspetor literário, em agosto do mesmo ano.

No jornal O Correio de São Paulo de 22 de novembro de 1934, vemos uma crônica descrevendo as aulas dela:




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Chácaras Areal

Texto originalmente publicado na REVISTA EXEMPLO IMÓVEIS 
Agradecimentos: Sr. Aluísio Williampresidente do Grupo AWR
Débora Andradesjornalista.
Texto de Ana Carolina Lahr
 As imagens e o texto deste post possuem créditos. 
Cite-os se utilizar para sua pesquisa.

Relíquias do bairro Chácaras Areal

“Passando o bosque do Parque Ecológico, a primeira à direita”. 
É tendo como referência um dos cartões postais de Indaiatuba que chega-se ao Loteamento Chácaras Areal. 
Tido desde o início como um espaço nobre, quando tudo não passava de mato foram os lotes com tamanho acima do padrão que primeiro conquistaram os afortunados.
 Hoje, é a localização privilegiada que garante status ao bairro.





Com a mesma idade e semelhante valor do elitizado Vila Suíça, a história do Chácaras Areal tem início há mais de 30 anos, quando, em 26 de março de 1980, o loteamento da família Nomura foi aprovado pela Prefeitura Municipal, na época administrada por José Carlos Tonin.

Enquanto os imigrantes paranaenses optavam por se instalar na região sul - no também recém-lançado loteamento  Jardim Morada do Sol - a média e alta sociedade vibravam com os lotes tão próximos ao Centro, possuidores de metragens acima do padrão e consequentes preços elevados. “A área era de propriedade de meu pai, Tomiji Nomura. Primeiramente foi loteada em chácaras de 5.000 m2 e parte dos lotes foi doado aos herdeiros. Posteriormente, em acordo com todos os beneficiados junto com o doador, foi decidido fazer um loteamento urbano pois o local era uma área próxima ao centro da cidade e achamos que iria caber bem um loteamento de alto padrão com áreas de lotes maiores que o mínimo exigido”, lembra Kozo Nomura, um dos herdeiros do imigrante japonês.

Antes de se transformar em um dos bairros mais bem cotados da cidade, a área foi explorada para a lavoura de tomate mas, como lembra Nomura, com “a necessidade de rotação de cultura devido às pragas, ficou como pastagem durante alguns anos”.

O nome foi uma identidade natural, uma vez que o local pertencia ao bairro Areal e no momento em que foi subdividido em chácara, foi denominado Chácaras Areal. “Este nome continuou quando passou para Loteamento Chácaras Areal”, conclui Kozo.




Valorização

Estritamente residencial, o Chácaras Areal não permite construções coletivas, nem com mais de dois andares. A única rua que abre exceção para o comércio é que dá vista para a Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, no Parque Ecológico. Isso se deve ao fato de, na época da aprovação do empreendimento, não existir restrição nos imóveis que confrontam com o Corredor de Comércio e Serviços na avenida, onde são permitidas diversas categorias.


Relativamente pequeno, o loteamento é formado por três ruas verticais e cinco horizontais. Um levantamento da Secretaria de Planejamento Urbano e Engenharia mostrou que ele possui 183 lotes, dos quais 81,97% estão ocupados. “Hoje é raro encontrar um lote ou casa no Chácaras Areal, e quem tem, não está vendendo”, observa o corretor de imóveis Maurício Anadão, da AVP Imóveis.




O motivo para tanto zelo, dentre outras coisas, é a privilegiada localização. “Considero o Vila Suíça, o Chácaras Areal e o Jardim Esplanada as áreas nobres de Indaiatuba”, diz, enfático o profissional antes de prosseguir. “Desde o início ele foi tido como um bairro elitizado”, lembra, “ele é antigo em Indaiatuba, mas a proximidade ao Parque Ecológico traz uma grande valorização”.

Correto na afirmação de que o Chácaras Areal foi elitizado desde o começo, é na sua segunda justificativa que encontra a motivação inicial para tanto desejo. “Ele oferece terrenos com tamanho acima do padrão, de 450 a 600 metros quadrados. A média é de 200 metros quadrados a 300, no centro da cidade. Além disso, tem muitas casas que ocupam mais de um terreno”, explica o corretor.

Isso porque, na década de 1980 a estrutura do atual Parque Ecológico ainda não existia. O primeiro trecho daquele que viria a se tornar um dos cartões postais do município teve seu projeto elaborado pelo Arquiteto Ruy Otake em 1989/90 e sua execução em 1990/91, de acordo com informações do Departamento de Cartografia da Secretaria de Planejamento Urbano e Engenharia.

Quando foi iniciada a comercialização, por dois anos ou mais não tinha nenhuma construção, a não ser a sede antiga do sítio, a maioria dos compradores foram investidores, acredito”, lembra Nomura.

Inicialmente delimitado pelas chácaras que o mantiveram relativamente isolado dos demais bairros, nos últimos anos algumas delas deram espaço aos novos loteamentos. “Alguns loteamentos fechados foram cercando o bairro, que são o Vila Borghese, o Residencial Santa Clara e o Villa Romana. A entrada desses condomínios de alto padrão são no bairro, conferindo ainda mais valorização a ele. Além disso, está próximo ao Vila Suíça e ao Maison du Park, áreas também de alto padrão”, lembra Anadão.

É assim que, embora burocraticamente pertencentes a bairros distintos, o Chácaras Areal acrescentou ao seu território 533 lotes, uma vez que a única entrada para os referidos loteamentos é pelas ruas verticais do visado espaço.

Mas, se por um lado os empreendimentos agregaram ainda mais valor às construções, por outro, aproximaram o loteamento dos Nomura do perigo, fadando o bairro a um grande dilema. “É lógico que hoje, uma casa de R$500 mil, R$ 600 mil, você não vende do dia para a noite. Mas Indaiatuba está sendo elitizada. É uma cidade de alto padrão e esses bairros só tendem a valorizar mais ainda. O que acontece é que a busca é pequena porque quando você tem um imóvel nesse valor, a pessoa geralmente caminha para os loteamentos fechados. Nessa faixa de preço, não é difícil encontrar um imóvel. Então, os terrenos e casas do Chácaras Areal ainda hoje competem com essas áreas”, justifica. “O que tende a acontecer é que as casas em loteamentos e condomínios fechados valorizem ainda mais e as casas de bairros de alto padrão se mantenham nessa faixa. Aí vai ser muito mais fácil a comercialização”, especula Anadão, lembrando ainda que o perfil do cliente é outro ponto a se considerar. “Tem gente que quer casa nesse padrão, mas não gosta de loteamento fechado”, finaliza.


O pioneirismo do Villa Romana

Levando consigo o título do primeiro loteamento fechado da região, o Villa Romana é hoje também o mais habitado dentre os três loteamentos que compõe a 'menina dos olhos' do bairro.

Sua história tem início em 1999, dezenove anos após iniciado o loteamento do Chácaras Areal, e, como parte do território, guarda em sua origem histórias que se cruzam com a do bairro em questão, com é o caso da prática da colheita. “Meu pai sempre plantou frutas e quando viemos para esse local, já tinha uma plantação de uva e maracujá”, conta o empresário Tetsuo Murakami, herdeiro de Kachio Murakami, quem deu início à inovadora tendência no final da década de 90.

“Morávamos em um sítio depois de onde hoje é o bairro Mato Dentro e meu pai decidiu que queria se mudar. Acredito que para ficar mais próximo do Centro. Depois de procurar por toda região, acabou comprando essa área. O problema é que ela era muito mais cara. Ele foi corajoso, e até ousado, financiou mais ou menos metade e logo nos mudamos”, lembra.

A compra foi feita em 1977 e Tetsuo revela que nessa época o Chácaras Areal ainda pertencia a um único dono e era apenas mato, assim como o Parque Ecológico era um brejo.

Mas, se a princípio a aposta parecia ousada, em pouco tempo se mostrou certeira. Três anos mais tarde o Loteamento Chácaras Areal abria as portas para o que hoje é tido como um dos bairros mais bem quistos do município.

O progresso, no entanto, teve seu preço. “Começamos a ter a dificuldade de plantio. Meu pai tinha arrendado uma parte para uma pessoa plantar verduras. Ficamos nessa parceria por uns três ou quatro anos, mas a vizinhança reclamava do odor do esterco de galinha. Além das moscas, e assim a atividade se tornou inviável. Achamos que tinha chegado a hora de pensar em alguma outra coisa. Foi quando optamos pela parceira e loteamos, criando o Villa Romana”.

O empreendimento foi realizado em parceria com a Antônio Andrade Empreendimentos Imobiliários Ltda. e mudou a entrada de acesso pela para Av. João Ambiel para a segunda rua do Chácaras Areal, superando as expectativas. “Era uma coisa nova. Nunca estive envolvido na área imobiliária e não tinha como ter noção do resultado, mas ele foi excelente. Na época não tinham muitos empreendimentos, principalmente fechados. Não se falava muito deles e não se sabia a aceitação, mas era a tendência buscar algo mais seguro. As vendas foram muito mais rápidas do que se esperava”, recorda Tetsuo pontuando que apesar do sucesso, as lembranças do passado não são fáceis de apagar. “A gente lembra como era onde viveu por tanto tempo. Principalmente o meu pai, que sempre esteve na zona rural, sentiu muito com o loteamento”, admite em meio a lama deixada pela chuva na lembrança do caminho da escola para casa.


Loteamentos fechados com acesso pelo bairro:

Jardim Vila Romana
Lançamento: 1999
Total de lotes: 195



Vila Borghese
Lançamento: 2002
Total de lotes: 48



Jardim Residencial Santa Clara
Lançamento: 2003
Total de lotes: 290



Quem foi Tomiji Nomura?

Desde 1987 dando nome à antiga rua 9 do Loteamento Chácaras Areal - um do acessos ao bairro pelo Parque Ecológico -, Tomiji Nomura foi um dos imigrantes japoneses que contribuiu para a cidade de Indaiatuba como produtor de tomate.

Filho de Umesaburo e Tatsu Nomura, Tomiji nasceu em 1912, em Jifu-Ken. Se casou com Yori Nomura em 27 de agosto de 1936, vindo a ter  três filhos: Toyozo, Yasonory e Kozo Nomura.

Sobrevivente da 2ª Guerra Mundial como soldado, ele imigrou para o Brasil trazendo toda a sua família e se estabeleceu na região nos anos de 1957. 

Faleceu em Indaiatuba, em consequência de um AVC, no dia 16 de setembro de 1984. 

Seu nome foi dado à rua como homenagem graças ao Decreto 3733, de 9 de julho de 1987, assim como o recebeu mérito de Pedro Alvares Cabral como produtor.  

       



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Vida e Obra de José Paulo Ifanger no Casarão - 1941- 2010

A partir de hoje, dia 11 de setembro de 2015 está aberta ao público uma nova exposição temporária da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, no Museu Casarão Pau Preto - com o tema  Vida e Obra de José Paulo Ifanger - 1941- 2010.

A exposição está sendo organizada pela irmã Profa. Sônia Ifanger Valim - que teve a ideia de homenagear o irmão no ano em que completa 5 anos de sua morte - e a filha do artista, Ana Paula Ifanger Sinisgalli. 

José Paulo Ifanger nasceu na cidade de Campinas, mas sempre residiu em Indaiatuba. Descendente dos suíços de Helvetia, foi casado com a Profa. Maria Alice Groff Ifanger. 

Ainda criança descobriu seu dom pelo desenho e pela pintura, mas somente aos 14 anos fez seu primeiro quadro a óleo, um retrato de Leonardo Da Vinci. Após um longo período sem novas obras, aos 35 anos conheceu o artista uruguaio Carlos Paez Vilaró, que admirado com seu talento organizou a primeira exposição com obras de Ifanger na ‘Casapueblo’, no Uruguai. 

Após a exposição, que foi um sucesso, dois quadros de Ifanger foram doados, um para o Museu de arte Moderna da América Latina e, outro, para a Fundação Cultural do Distrito Federal. 

Entretanto, mesmo com o reconhecimento de seu talento permaneceu vinte anos sem novas pinturas, se dedicando apenas a publicidade. 

Somente em 1997 retoma a pintura e incorpora novas técnicas à óleo.





Quem diria?

Após sua morte, o nome de José Paulo Ifanger esteve relacionado à uma questão bastante impactante quanto ao patrimônio histórico edificado em Indaiatuba. Um obelisco projetado por ele e construído na antiga rotatória do "Teiadão" foi ao chão, em um processo de modernização que a Prefeitura de Indaiatuba estava fazendo no trânsito. 

A população, indignada, começou a manifestar seu desagrado em uma rede social. Inicialmente o Poder Executivo reagiu dizendo que essa reação popular era política. Não teve eco. A voz da população engrossou a ponto de a Prefeitura reconhecer que houve um erro e reconstruir o obelisco na Praça das Cerejeiras, onde ele está igualzinho ao que era antes, na rotatória do Teiadão. 

Foi uma lição de cidadania que adveio de uma obra de José Paulo Ifanger.

Mas não foi só isso.

As reclamações de população motivou Patrick Ribeiro a moderar o grupo Indaiatuba Ativa ( https://www.facebook.com/groups/indaiatubaativa ) na mesma rede social, no qual a população teve um canal rápido para reenvindicar, reclamar (muito), elogiar (pouco), conversar com o Poder Público, que depois de um tempo, abriu seus próprios canais de comunicação na mesma rede  (https://www.facebook.com/prefeitura.de.indaiatuba) e https://www.facebook.com/groups/sacvirtualpmi/)

Aprender com a História é uma habilidade que todos deveriam ter.








Para conhecer mais sobre José Paulo Ifanger:




Para conhecer de perto a obra deste grande artista a exposição fica aberta de Segunda a Sábado das 9h às 17h, domingo e feriado das 13h às 17h. 

Telefone para maiores informações 3875-8383

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A antiga Vila Industrial

Texto originalmente publicado na REVISTA EXEMPLO IMÓVEIS - 
Agradecimentos: Sr. Aluísio Williampresidente do Grupo AWR
Débora Andradesjornalista.
Texto de Luciano Rodrigues.
As imagens e o texto deste post possuem créditos. Cite-os se utilizar.


Vila Industrial: um passado de glórias 
e um futuro promissor

A antiga Vila Industrial guarda no passado importantes histórias e empresas que elevaram o nome da Terra dos Indaiás à nível nacional. 
Hoje, preserva o clima tranquilo em quatro bairros de grande importância: Vila Vitória I e II, Parque Boa Esperança e Vila Furlan

Os bairros Vila Vitória I e II, Parque Boa Esperança e Vila Furlan hoje se consolidam como parte histórica de Indaiatuba, pois foi neste pedaço de terra que, ainda sem urbanização, diversas empresas se instalaram no início do século 20, fazendo com que o conjunto que hoje denomina os bairros ficasse conhecido como Vila Industrial.

A partir de 1920 começaram a se instalar em Indaiatuba unidades industriais de transformação de madeiras. Dentre elas estava a indústria de cabos de guarda-chuva e bengalas Gryschek, que tinha seu produto vendido em todo território nacional. A fábrica se instalava onde hoje está o Parque Boa Esperança, no cruzamento das ruas Nicarágua com Jundiaí, em terreno que ainda preserva a fachada do prédio e dá lugar, em seu interior, a mais um empreendimento vertical.O prédio faz parte da história do bairro e por isso é possível falar sobre a região sem contar a história da família Lins, pois foi com ela que o local cresceu e tomou status de bairro.

Família Lins

Henrique Lins, originalmente alemão, chegou ao Brasil com 17 anos, em 1923. Com o passar do tempo, aprendeu a produzir Órgãos e Harmônicos e abriu sua própria fábrica. Anos depois, viu a necessidade de expandir seu negócio e comprou o prédio da antiga Gryschek, em 1945.

Segundo Antônia Lins, filha de Henrique, a energia elétrica só chegou na região quando foi levada pelo seu pai até as proximidades da fábrica, tornando as atividades da empresa mais fáceis. “Ele pagou pelos postes e fios, e levou a energia até lá para que a fábrica pudesse ter condição de trabalho”, resume.






Imagens do entorno da fábrica "dos Lins" onde era a Vila Industrial e depois expandiu-se a Vila Furlan, Parque Boa Esperança, Vila Vitória I e Vila Vitória II.


Entre tantas histórias revividas pela moradora, ela lembra que o prédio da antiga fábrica possuía um segundo andar, que foi desmontado porque o piso era de madeira. “Fileira por fileira de tijolos foram retirados e o telhado desceu até ficar na altura ideal. Depois, foi só voltar as telhas para o lugar”, recorda.

Mas, se hoje os bairros da região possuem infraestrutura adequada e contam com vias de acesso rápido em direção ao centro comercial da cidade, com ruas amplas e bem sinalizadas, Antônia reforça que nem sempre foi assim. Detalhes são lembrados por ela, como as grandes valas que eram abertas pelos escravos para servir de obstáculos, já que não existiam cercas. “Onde é hoje a rua Cabreúva, existia uma gigantesca vala que ia até próximo ao Hospital Augusto Oliveira Camargo”.


Desenvolvimento

Segundo dados fornecidos pela Secretaria de Planejamento Urbano e Engenharia, foi em 14 de março de 1950 que o loteamento da Vila Furlan foi registrado. Com 326 lotes, na época ele se chamava Vila Amadeu Furlan. Com a cidade em pleno crescimento urbano, nos anos seguintes surgiram os demais bairros vizinhos: o Parque Boa Esperança, com 417 lotes, foi registrado em 15 de dezembro de 1954; e os bairros Vila Vitória I e II, com 295 lotes cada, em 1965.

1a. casa construída onde hoje é a Vila Furlan


Antônia lembra que com o crescimento, diversas ruas foram abertas e com isso foram inevitáveis as desapropriações. Dentre elas parte do galpão da antiga fábrica, cedido por Henrique Lins para dar lugar à Rua Nicarágua. “Ele mesmo fez outra parede dentro do salão e, depois,  derrubou a parede de fora, onde passaria a rua”, lembra a filha.

O terreno da antiga fábrica de Lins ficou em poder da família de 1945 a 1994, quando o terreno foi vendido. Na ocasião, uma fábrica de costura foi montada no local e anos mais tarde, o prédio foi novamente vendido e nada mais funcionou no local.

Hoje, com o bairro em pleno crescimento imobiliário e a instalação de prédios grandiosos com o Torres da Liberdade, o espaço também abrigará um empreendimento habitacional de seis andares, idealizado pela Jacitara Holding.

Ainda com forte vocação na área empresarial e empregatícia, os bairros também continuam abrigando empresas, que já somam 400, fazendo prevalecer o nome da Vila Industrial. 

Vista da Torres da Liberdade

Torres da Liberdade


O Cruzeiro

O Parque Boa Esperança, além de ter um clima pacato, ainda preserva uma obra de arte deixada por Henrique Lins, na Rua Cabreúva. O Cruzeiro, como é conhecida a obra, foi construído por Lins como pagamento de uma promessa feita por ele durante a recuperação de um acidente que sofreu na fábrica, no fim do ano em que a família se mudou para o local.

Na época, Lins foi levado para Campinas para ser tratado e na volta, ainda impossibilitado de trabalhar, orientava os empregados na construção do cruzeiro a fim de cumprir a promessa.

Em fevereiro de 1946 foi instalada a cruz. Depois, ele fez a estátua da Nossa Senhora e de São João. Depois de se recuperar por completo, Henrique Lins deu continuidade à obra, que aos poucos foi tomando forma. Anos mais tarde, ele acrescentou a última peça do conjunto ao cruzeiro, que foi Verônica aos pés da Cruz.




Cruzeiro na época em que foi feito por Henrique Lins
O Cruzeiro - imagem atual


Festa das Nações

A década de 1950 assistiu a emergência da cultura do tomate, sobretudo em função da fixação de famílias japonesas no município, com isso um marco cultural aconteceu na história da cidade e do bairro, que poucos conhecem.

A primeira Festa das Nações, hoje parte do calendário cultural da cidade, foi realizada no antigo prédio dos Lins.




Imagem da 1a, Festa das Nações, feita no antigo prédio "dos Lins".


.....oooooOooooo.....

Imagens antigas do acervo familiar da família Lins
Imagens atuais - Revista Exemplo.


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