BEM-VINDO AO BLOG DE ELIANA BELO
Arquivo virtual de História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região.*

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Luto - Reverendo João Marinho

Sinto informar que o Professor Reverendo João Marinho  faleceu ontem, dia 15 de agosto. 

O velório do meu pai será no templo da Igreja Presbiteriana Unida, na Rua Bernardino de Campos, 644- Centro. 

O sepultamento será hoje, 16/08 as 16h., no Cemitério Memorial, Rua Primo José Mattioni, 509 - Vila Brizzola, após ofício fúnebre que ocorrerá as 14:30h.

Durante o período em que trabalhei como professora de História na EEPG Helena de Campos Camargo, assim que ingressei no Estado por concurso, tive o prazer de ser sua colega e rapidamente aprender a admirá-lo como agente apaixonado pela Educação e sobretudo com extrema vontade e confiança em mudar a realidade através da Leitura e da Literatura.

O Professor reverendo João Marinho era casado com a professora de História Martha Barbosa Marinho e pai de Anael (médica otorrinolaringologista), João Marcos (historiador, pedagogo e comerciante), João Márcio (médico oftalmologista) e Marcia Marinho.

R.I.P.


terça-feira, 15 de agosto de 2017

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA NOVA OFICINA DA ESCOLA DO PATRIMONIO

As fichas de inscrições estarão disponíveis no site da Fundação

A Prefeitura por meio da Fundação Pró-Memória e em parceria com o Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas na Unicamp, promoverão oficinas gratuitas da Escola do Patrimônio durante o ano de 2017. 

Para participar basta preencher a ficha de inscrição disponível no site da fundação,www.promemoria.indaiatuba.sp.gov.br/, e encaminhá-la para o e-mail escoladopatrimonio@promemoria.indaiatuba.sp.gov.br. O documento estará à disposição quinze dias corridos antes de cada curso. Maiores informações pelo telefone 3875-8383 ou diretamente no Museu Casarão Pau Preto.

A Escola do Patrimônio é um projeto realizado em parceria entre Fundação Pró-Memória e o Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas na UNICAMP desde 2014, que visa discutir questões referentes ao patrimônio documental, cultural e ambiental e sua preservação por meio de oficinas gratuitas destinadas à comunidade.


Oficina: A preservação do patrimônio urbano do primeiro Oeste Paulista

Professor: Dr. Francisco Dias de Andrade (Doutor em História da Arte – UNICAMP)
Data: 26 de agosto
Horário: 9h às 13h - 14h às 16h
Local: Tulha – Casarão Pau Preto (Rua Pedro Gonçalves, 477 Jardim Pau Preto, Indaiatuba/SP)
Ementa: A oficina visa apresentar algumas noções e elementos urbanísticos e arquitetônicos básicos do passado da região compreendida por cidades como Jundiaí, Campinas, Itu, Indaiatuba, Sorocaba, Piracicaba, entre outras. No primeiro bloco temático se abordará algumas questões comuns à todas as cidades da região. Dentre elas, pode-se citar a influência da legislação colonial e imperial concernente ao solo urbano, as transformações decorridas da mudança da malha viária a partir do fim do séc. XIX, a importância dos imigrantes para a consolidação da vida urbana, o processo de criação de novas centralidades urbanas e seu impacto no “centro histórico” e o modo como essas dinâmicas foram (ou deixaram de ser) contempladas pelas políticas de preservação cultural.  No segundo bloco, pretende-se apresentar algumas diretrizes para pesquisadores interessados na história e na preservação urbana regional. Intenta-se encerrar a oficina com um roteiro de visita pelo centro histórico de Indaiatuba.
Atividade prática: Visita pelo centro histórico de Indaiatuba


Oficina: Experiências paulistas em educação patrimonial

Professor: Ms. Fernando Siviero
Data: 23 de setembro
Horário: 9h às 13h - 14h às 16h
Local: Tulha – Casarão Pau Preto (Rua Pedro Gonçalves, 477 Jardim Pau Preto, Indaiatuba/SP)
Ementa: Atualmente, muito se fala no campo da preservação do patrimônio cultural em Educação Patrimonial. Cada vez mais, as leis e as políticas públicas apontam a necessidade de projetos e ações educativas em qualquer intervenção preservacionista. Governo, ONGs e empresas disputam significados e práticas da educação patrimonial.
Em 2014, o Iphan publicou "Educação Patrimonial: histórico, conceitos e processos". Nesse breve livro, encontra-se uma perspectiva histórica do assunto na instituição e algumas orientações para a prática educativa. Apesar disso, observa-se que esse campo possui um acúmulo de experiências muito distintas em todo território nacional e ainda não possui sistematização. Nesse curso vamos estudar o histórico da educação patrimonial no Iphan e conhecer diferentes conceitos, paradigmas e ações educacionais.
Além disso, teremos a oportunidade de analisar algumas experiências nas quais a preservação e a educação patrimonial caminham em conjunto, criando situações e perspectivas que potencializam a função sociocultural dos bens culturais.
Inscrições a partir do dia: 08/09/2017


Oficina: O Barroco Paulista

 Professor: Doutorando Mateus Alves Silva (Doutorando em História - UNICAMP)
Data: 21 de outubro
Horário: 9h às 13h - 14h às 16h
Local: Tulha – Casarão Pau Preto (Rua Pedro Gonçalves, 477 Jardim Pau Preto, Indaiatuba/SP)
Ementa: A formação de São Paulo e o desenvolvimento artístico; Particularidades do Barroco Paulista; Arquitetura religiosa e civil; Escultura e talha barroca; Pintura e decoração religiosa.
Atividade prática: Exercícios de análise de obras de arte.

Inscrições a partir do dia: 06/10/2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

MUSEU DA ÁGUA RECEBE EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA CASINHAS DO INTERIOR

Desde ontem, (quarta-feira, dia 02 de agosto) o Museu da Água passou a receber em seu saguão de entrada a exposição fotográfica Casinhas do Interior, promovida pela Secretaria de Cultura e o Grupo Fotografando Ideias, como parte das atividades do Agosto das Artes.
São 70 imagens captadas por 12 integrantes do coletivo Fotografando Ideias e busca homenagear a vida no campo não apenas apresentando casas localizadas em áreas rurais de Indaiatuba e cidades vizinhas, mas vários aspectos desse universo. Personagens, objetos do dia a dia, animais, paisagens e produtos agrícolas estão entre os temas que resgatam lembranças das casinhas do interior que ainda resistem ao tempo.
A exposição tem como propostas apresentar ao público urbano, principalmente o jovem, um panorama do dia a dia no campo, as características e particularidades dessas áreas, a importância do caipira e suas atividades agrícolas e culturais. ]
A mostra também registra as atuais transformações nas áreas rurais dessas cidades com a chegada de grandes empresas e o crescente avanço de empreendimentos imobiliários sobre esses locais.
O evento é gratuito e pode ser visitado no Museu da Água localizado na rua do Museu, 205, Tombadouros (atrás da Concessionária Ballila) de terça a domingo das 9h às 16h até dia 25 deste mês.
Crédito da imagem: Divulgação - SAAE

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Carta de Brasília - Manifesto dos professores de História - 27 de julho de 2017



Que se registre para sempre a posição de resistência dos professores de História da Universidade de Brasília neste Estado de Exceção instalado com o Golpe de 2016 e, que a partir de então, vem trazendo, além do que está citado no texto, um profundo esvaziamento das discussões intelectuais causado, entre outros motivos, pela desvalorização da ciência em múltiplos aspectos.

Este blog subscreve humildemente este manifesto.

Eliana Belo Silva

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REPOSITÓRIO DE DOCUMENTOS AFINS

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Nota do Comitê do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica sobre corte de bolsas do CNPq
02/08/201
O Comitê do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, reunido em sessão de 2 de agosto de 2017, vem a público expressar indignação com as notícias veiculadas em relação aos cortes no orçamento do CNPq e à suspensão do pagamento de bolsas de estudo. O programa de bolsas de iniciação científica e tecnológica é uma iniciativa única no mundo na formação de alunos de graduação, preparando gerações de pesquisadores e contribuindo para a soberania nacional. Os estudantes beneficiários têm a oportunidade de obter treinamento avançado em laboratórios de pesquisa, preparo para carreiras inovadoras, e inserção na Pós-Graduação.

Existente desde a fundação do CNPq, em 1951, o Programa de Iniciação Científica é um patrimônio da comunidade científica e de toda sociedade brasileira. Este Programa  nunca sofreu descontinuidade mesmo em momentos mais graves de crise econômica e durante governos de diferentes matizes ideológicas.

Em um momento em que nos deparamos com cortes já concretizados na CAPES, FAPERJ e outros órgãos de fomento, estas notícias causam enorme preocupação em relação à continuidade do PIBIC, uma vez que o CNPq é responsável pela concessão de 50% das bolsas de Iniciação Científica (IC) e Iniciação Tecnológica (IT) na UFRJ.

Avaliamos que há um projeto político em curso, que se concretiza em um ataque e desmonte da Ciência e da universidade pública no Brasil, que acarretará prejuízos inestimáveis para toda a sociedade.

Repudiamos os cortes anunciados no orçamento do CNPq, compreendendo que estes inviabilizam a existência da própria 
agência e o futuro do país.



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Nota de repúdio ao vídeo de escola militarizada em Manaus: “escola sem partido” para quem?

O Professores Contra o Escola Sem Partido vem a público manifestar-se urgentemente em repúdio ao vídeo divulgado pelo deputado federal Jair Bolsonaro e discutido hoje em notícias d’O Globo e Folha de SP. O vídeo mostra alunos e alunas do 3º ano de uma escola pública de Manaus, gerida pela Polícia Militar, enfileirados, falando em coro: “Convidamos Bolsonaro, salvação dessa nação, para participar de sua cerimônia de formatura”. O vídeo foi divulgado no canal de deputado do YouTube e acompanhado por um comentário do mesmo onde diz que as cenas são “um exemplo de ensino” que todas as escolas deveriam seguir.
Bolsonaro repetidamente afirma que o “escola sem partido” é sua pauta prioritária para a educação. Seus filhos, Carlos, Flávio e Eduardo, são proponentes de projetos ESP em esferas legislativas variadas e fazem aparições frequentes em audiências públicas sobre o assunto. O que acontece agora só deixa ainda mais explícita a seletividade da perseguição feita pelo movimento “escola sem partido” e seus apoiadores no legislativo brasileiro. Como dizemos há anos, as demandas do movimento e seus entusiastas não se tratam de uma luta por uma boa educação, mas de uma instrumentalização das discussões educacionais para reagir contra mudanças necessárias à democratização da sociedade: a conquista de direitos de mulheres, LGBTs, e pessoas negras de discutir a sua cultura; o reconhecimento e superação de resquícios do regime autoritário que vivemos no passado, dentre outros.
As imagens de alunos de uma escola pública, em formação militar, saudando uma figura pública como “salvador de uma nação”, figura essa que é notória por seus incontáveis pronunciamentos preconceituosos e violentos – dentre os quais apologia à tortura em sessão parlamentar transmitida nacionalmente e um atestado de misoginia quando se dirigiu a uma deputada afirmando que “não ia estuprar você porque você não merece”, num contexto onde temos 13 feminicídios por dia cometidos majoritariamente por companheiros das vítimas – são perturbadoras. No vídeo vemos um slogan da escola ser entoado pelos alunos: “Disciplina, honra, educação Brasil”. É impossível não lembrar da expressão tradicional nas aulas de história sobre certos acontecimentos do século passado: “culto à personalidade”.
O movimento “escola sem partido” age perseguindo professoras que discutem gênero dizendo que são “doutrinadoras” e “violam os direitos da família”; persegue quem discute cidadania, igualdade social, dizendo que isso não é papel da escola; afirma que discutir as notícias atuais é “doutrinação”, acusando de “ideológico” ou “partidário” qualquer tentativa de fazer uma educação democrática que busque a desalienação dos alunos e alunas do mundo. E frente a esse absurdo, o que um dos grandes defensores do movimento no Congresso Federal considera uma boa educação? Um tipo de colégio preconceituoso, que cobra mensalidades, cobra taxas, faz pré-seleção de alunos, viola o princípio de uma educação pública gratuita e para todos. Desde que começaram a surgir no país escolas públicas geridas pela Polícia Militar, numerosas matérias e notícias de jornais expõem um processo antidemocrático de tornar essas escolas elitizadas, deixando de lado aqueles e aquelas que realmente mais precisam de um bom ensino público.
Jair Bolsonaro (PSC) é um dos principais políticos defensores do “escola sem partido” no Brasil. Seu filho e deputado estadual no Rio, Flavio Bolsonaro (PSC), foi quem apresentou o primeiro projeto ESP no país. O seu partido, Partido Social Cristão, é o que mais apresenta projetos ESP em números absolutos no legislativo brasileiro. Agora, mais do que nunca, perguntamos: “escola sem partido” pra quem?
Fontes:

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Nota de Repúdio - ADUNIFESP - 11/08/2017


Manifestamos nosso mais profundo repúdio ao que ocorreu na Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista, na noite de 11 de agosto de 2017, durante a Audiência Pública convocada pelo Conselho Estadual da Condição Humana para discutir o texto do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos de São Paulo.

Desde às 18h o campus foi ocupado por policiais, muitos fardados e inicialmente armados (foi exigido que guardassem as armas). A calçada do portão principal ficou abarrotada de viaturas da Polícia Militar. A comunidade acadêmica que ali se encontrava para as atividades diárias tinha pouca informação a respeito e ficou estarrecida quando soube que se tratava de uma audiência em que seriam definidos os rumos da educação em direitos humanos e, mais ainda, quando compreendeu que os policiais militares (que a esta altura chegavam a quase cem) defendiam a proposta de eliminar conteúdos fundamentais à educação pública. Estes bradavam por “direitos humanos aos humanos direitos”, “mudar a nomenclatura Ditadura Militar de 1964 para Revolução de 1964”, “retirar a discussão de gênero nas escolas”, etc.

Professores, técnicos e estudantes que estavam no campus, após tomarem conhecimento do que ocorria, decidiram participar da audiência e foram hostilizados pela tropa, que tentou impedir que votassem, sob o argumento de que não estavam lá desde o início. Houve até gritos de “vagabundos”. Se fazem isso contra quem estava no próprio espaço de trabalho e estudo (muitos descendo da sala de aula), o que não farão com pessoas mais vulneráveis em um país com cerca de treze milhões de desempregados?

Estudantes e professores que se manifestaram pacificamente com cartazes em defesa da Escola Pública e dos Diretos Humanos também foram hostilizados. Ouviram-se frase macabras, como “Depois morre e não sabe o porquê!” ou “Quando precisarem da polícia, chamem o Batman”. Além disso, um grupo de militares e seus apoiadores começou a fazer cartazes com “Bolsonaro 2018”, “Liberdade sem libertinagem”, “Pode confiar #”. Situação preocupante em que os que defendem a “escola sem partido” partidarizam sua atuação portando as vestes e as insígnias de uma corporação militar. Ainda mais lamentável: a alta patente fardada nada fez para controlar seus subordinados que, aliás, quase agrediram fisicamente algumas docentes e estudantes.

Feita a leitura do texto-base do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos de São Paulo, começou a “votação”. O que se viu foi um verdadeiro espetáculo de horror. Depois de perderem uma proposta, militares agrediram verbalmente professores e estudantes, chamando-os – mais uma vez – de “vagabundos”. Nas votações subsequentes, intimidaram-nos fazendo pessoalmente a contagem dos votos e filmando, fotografando e olhando de modo ameaçador cada um que votava contra a posição deles. Ao longo da noite, a comunidade acadêmica correu sérios riscos.

Foi aprovada a supressão de qualquer referência a direitos humanos no plano estadual; foi eliminado o item que obrigava o Estado a garantir a permanência e combater a evasão escolar das minorias; foi suprimida a obrigação de formar agentes de segurança pública com base nos princípios dos direitos humanos.

Apesar do temor, a comunidade acadêmica resistiu pacificamente. Externamos nossa forte preocupação com quem pretende, na base do grito, se sobrepor à produção de conhecimentos, à liberdade de pesquisa, à democracia e à autonomia universitária.
A Adunifesp-SSind entende que este ato abusivo e autoritário se insere num movimento maior de ataques à democracia e aos direitos humanos em curso em nosso país. Também o fato de que ele tenha ocorrido dentro da Unifesp escancara o processo de demonização e ataque às Universidades Públicas que é impetrado hoje em dia por setores reacionários da sociedade. 
Por fim, repudiamos veementemente o modo como ocorreu a votação e solicitamos que o Conselho Estadual da Condição Humana desconsidere o resultado desta “consulta”.

Queremos esclarecimentos sobre a utilização do espaço da Universidade Federal de São Paulo para episódios desta natureza. Manifestamos nossa preocupação com a integridade física dos professores, técnicos e estudantes que ali defendiam o ensino público e de qualidade, a escola sem mordaça, a permanência dos direitos humanos como princípio norteador da educação. Exigimos que as chamadas autoridades competentes manifestem posição urgente e clara sobre o ocorrido, especialmente no tocante às relações entre disciplina da tropa e Estado de direito. 

ADUNIFESP - SSind


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