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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O ensino da História nas séries iniciais (parte I)

Este post é o primeiro de uma série que sugere algumas atividades para o ensino da História nas séries iniciais.

A grande questão é: como interessar a criança para o conhecimento histórico?

A condição fundamental é apresentar o passado com um certo ar de realidade e dar-lhe vida. Iniciar o ensino partindo dessa realidade onde a criança vive: a comunidade onde ela mora em nossa Indaiatuba. É aí que se fala em coisas reais que formam um fundo histórico, como os costumes, as lembranças locais, as instituições, as atividades populares, políticas, religiosas, desportivas, artísticas, cívicas, etc. Mediante o uso de recursos visuais como por exemplo utensílios domésticos, vestuário, moedas, jóias, cartas, selos, entre outros, é que o passado se torna real como o presente e o aluno interioriza naturalmente um fato histórico.

NOÇÃO DE TEMPO


O ensino de História exige a noção de tempo.

No aluno das séries iniciais, a consciência temporal desenvolve-se em progressiva evolução. Essa noção relaciona-se com situações concretas vividas no tempo. É através de observações e conversas com os familiares, vizinhos, na escola, ou através de fotografias, que ele compreende que foi pequeno - bebê - e que crescerá, ficará maior e mais velho. Então, sua vida tem uma história em sua consciência. Nessas circunstâncias, a criança transita de noção de tempo à aquisição de consciência temporal, a qual se desenvolve linearmente; cada fato vivenciado se ordena cronologicamente, originando o "agora", ou seja: o que está acontecendo neste momento.

O aluno, sendo agente de sua história, tem melhores condições de sistematizar a noção de tempo e espaço e por consequencia, de diferenciar cada momento do processo histórico.

Uma maneira prática de trabalhar a noção temporal é através de fotografias dos alunos em diferentes idades. Expô-las para que eles as observem e façam comentários. O professor toma como ponto de partida a fotografia mais recente, que representa o próximo. Os alunos ordenam as fotos retrocedendo no tempo. Traçam a linha cronológica, marcando pontos de referência, ou seja, as idades. Eles acabam por descobrir que têm diante de si a representação de sua existência até o momento atual; que essa existência tem etapas onde ocorrem fatos importantes (batizado, ingresso na escola, aniversários, nascimento do irmãozinho, etc.). Surpresos e contentes, aprendem que sua vida tem história, bem como a de seus pais e avós. Concluem, temporariamente, que há uma distância em anos de seus pais para os avós e em relação a eles, que houve uma hierarquia no tempo e que o tempo humano transcorre irreversivelmente.

Dessas noções familiares chegam ao conceito de ano e século, passando a partir daí a entender melhor o tempo histórico. Convém que nesse momento ele também elabore sua árvore genealógica de maneira oral ou por desenhos (ou montagem com fotos), incluindo seus irmãos, pais, avós, bisavós. Assim irão adquirindo a noção de passado. Incentiva-se o aluno a buscar em sua própria casa todas as fontes históricas sobre sua origem, tais como: fotografias, roupas que usavam quando pequenos, brinquedos, objetos antigos, bem como conversas com aqueles familiares que despertam o interesse em coisas do passado. Igualmente vai estabelecendo relações entre o presente e o passado através da história do cotidiano.

O cotidiano ocupa-se também do homem da rua, de suas vivências, projetos, crenças, costumes e de sua mentalidade, os quais são objeto de atenção da ciência histórica. O professor pode, então, dirigir uma investigação sobre uma mensagem histórica ou sobre um objeto de uso na vida prática.

Por exemplo: o aluno poderá trazer para a aula um utensílio doméstico que pertenceu a sua bisavó: uma chaleira por exemplo. Convida-se que todos os outros tragam "chaleiras" diferentes para que se estabeleça comparações entre elas como por exemplo: material de fabricação, tamanho. Com isso, o aluno estará diante da noção de tempo, só que a partir de outro objeto (além de suas foto): perceberá através das "chaleiras" que cada uma é de um tempo: hoje, muito tempo, muito antiga, mais ou menos moderna, recente, etc.

Como ponto culminante, organizar um mural com desenhos de objetos domésticos, intitulando "quadro da vida coletiva" ou outro nome que sugiram.

(continua)




(imagens da Internet - Google)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Rua Cerqueira César, década de 1960



Imagem da Rua Cerqueira César em 1968.

No primeiro plano está o prédio da Prefeitura Municipal de Indaiatuba, que pelo estilo arquitetônico, foi apelidado pela população de "brasilinha" por causa da também recém-construída cidade de Brasília.

Na esquina da frente, atualmente é o Banco do Brasil e onde hoje é a loja Japonesinha e o Pastelão, funcionava a Indústria Villanova.

Imagem cedida por Maria Luisa C. Villanova
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