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terça-feira, 31 de maio de 2011

A Estrada Imperial São Paulo - Itu, 1998

Nilson Cardoso de Carvalho
Fotos de Antonio da Cunha Penna


Sumário

Procurando vestígios da antiga estrada que ligava Itu a São Paulo, pela margem esquerda do rio Tietê, os autores não só encontraram mas ficaram surpresos ao constatar que o aspecto e as condições atuais são praticamente os mesmos existentes há pelo menos um século atrás.


Histórico

Conhecida dos habitantes de São Paulo desde o século 16, a trilha indígena que demandava o oeste, seguindo direção paralela ao rio Anhembí, era chamada de "caminho geral do sertão" e no início do século 18 esse caminho já tinha um traçado definido, sendo utilizado nas expedições ao porto de embarque de Araritaguaba para Cuiabá.

Mais tarde, no final do século, serviu para o escoamento da  produção açucareira da região. No século 19, o "caminho geral" era conhecido como "estrada imperial" e em meados do século constituía a rota preferida pelos tropeiros que transportavam o café, produzido na região de Campinas, para Santos; apesar da existência de outra estrada que ligava Campinas a Santos, através de Jundiaí e cidade de São Paulo.


(clique para ampliar)




A excursão

A excursão exploratória foi feita em duas etapas: a primeira em 4 de agosto de 1998; e a segunda em 18 de agosto do mesmo ano.

Primeira etapa: saímos de carro de Indaiatuba cerca de oito horas da manhã e ao chegarmos a Itu atravessamos a cidade, pela antiga rua da Palma, em direção à saída para Sorocaba até o ponto em que provavelmente havia uma bifurcação na atual rua João Ramalho; seguimos então à esquerda pela rua Bartira, que vai dar na avenida Francisco Ernesto Fávero, a qual descemos até se bifurcar; seguimos à direita numadescida íngreme: é a rua vereador Isaias Prieto, de onde já se avista o rio Pirapitinguí. Atravessando a ponte e seguindo reto já estavamos na Estrada Imperial, que consta no mapa de Itu como Itu-030, estrada da Fazenda Pau d’ Alho.

Logo no início do percurso Celso, que é engenheiro agrônomo e um especialista em botânica, já avistou uma região de cerrado; e cerca de um quilômetro e meio pra frente, paramos para que ele identificasse e fotografasse várias plantas típicas de cerrado; e, com o livro "Viagem à província de São Paulo" de Auguste de Saint-Hilaire na mão, constatava que lá estavam todas as espécies anotadas pelo famoso botânico, naquele mesmo lugar em 1819, quando por ai passou dirigindo-se à vila de Itu.



Clitória, planta de cerrado.


Continuando a excursão, enquanto eu dirigia, Celso ia anotando a quilometragem, os nomes das placas que
identificavam os sítios e fazendas, assim como as espécies vegetais e outras informações de interesse para um possível futuro trabalho de divulgação. Passamos pelas fazendas Nossa Senhora das Graças, São José, Tambatajá e sítios Fortaleza, Colina, Santa Rita, Primavera, Picão, fazendas Dois Córregos, Cangiquinha e Paulista, sítio Santa Fé, bifurcação para a Fazenda Barreiro, sítio Acatuaba, Fazenda. Cuiabá e, a 18,8km, ou 2,85 léguas do ponto inicial zero - a matriz de Itu -paramos em frente à famosa sede da fazenda Pau d’ Alho, mencionada por Saint-Hilaire como tendo "um engenho de açúcar de razoáveis proporções localizado a cerca de uma légua de Potribu."



Sede da fazenda Pau d’ Alho


A sede da Pau d’ Alho está localizada numa elevação a meia encosta com a frente voltada para o Tietê, que nesse local descreve uma bela curva semi-encachoeirada, emoldurada ao fundo por uma floresta nativa, junto ao pé da serra de Guaxatuba. A casa, restaurada por Luiz Saia, é um exemplar típico da arquitetura de tradição bandeirista, e tem sido estudada pelo meu companheiro de excursão Celso Lago Paiva, que se dedica profissionalmente à restauração de edificações de interesse histórico-cultural.

Após a Pau d’ Alho, continuando, passamos pelo sítio São José, pela Faz. Anhembí e, num local ao lado de um braço do rio Tietê, Celso colheu sementes de um pé de Canafístula, para presentear um colega. Passamos pela Faz. Anhembí e neste ponto, ao invés de seguir paralela ao rio Tietê, como está no mapa, a estrada deflete à direita. É que, conforme ficamos sabendo em seguida, caiu uma ponte sobre um ribeirão
(Apotribu?), cortando a passagem, em virtude do que a estrada até Parnaíba se encontra desativada. Celso anotou quilômetros ou 4,24 léguas quando chegamos ao Apotribu, bairro muito antigo que significa, segundo Theodoro Sampaio, "a fonte das flores".





Morro do Guaxatuba

Dai pra frente procuramos caminhos que nos levaram à rodovia Castelo Branco, à margem da qual almoçamos, num antigo rancho de pouso de tropeiros e em seguida rumamos para São Roque, pois nosso objetivo era visitar o sítio e capela de Santo Antonio, localizados naquele município. Atravessamos a cidade de São Roque e seguimos morro acima na direção da "Mata da Câmara", por uma estrada de terra, que nos conduziu ao sítio de Santo Antonio.

O sítio está ligado à figura de Mário de Andrade, que, entusiasmado com essa relíquia, comprou-o e doou-o ao IPHAN que, proprietário zeloso, cuida bem da capela - atualmente em restauro, do casarão - recuperado por Luiz Saia, e do entorno; um extenso gramado limitado por pequena represa, junto à uma mata nativa. A profusão de verde destaca as edificações brancas, compondo uma harmoniosa e repousante paisagem.



Capela de Santo Antonio, construída em 1681


Em "A casa Bandeirista", Luiz Saia informa que a capela primitiva estava inserida no corpo da residência e o forro em gamela ainda foi encontrado em ruína. A capela atual, com pilares e torre de pedra, as paredes de taipa e de pau-a- pique, foi construída em 1681.



Capela de Santo Antonio - detalhe da pintura no teto da sacristia



Depois de examinar o interior dela, o retábulo dourado, os painéis de madeira entalhada com figuras típicas da arte guarani, os desenhos barrocos do teto da sacristia e enfim, todo o conjunto que exprime graça e simplicidade, ficamos nos perguntando quem teria escolhido este lugar e edificado a moradia e a capela ?

A resposta não foi difícil, pois pela copiosa documentação existente ficamos sabendo que o proprietário foi Fernão Paes de Barros, filho do capitão-mor governador da capitania de São Vicente, Pedro Vaz de Barros e de sua mulher Luzia Leme. Nascido em São Paulo em 1623, Fernão Paes de Barros foi intrépido sertanista e potentado administrador de índios, conhecido na época, por sua grande fortuna e pelos auxílios pecuniários que prestava à coroa portuguesa, a pedido do rei, concorrendo com bens de sua fazenda para a fundação da Colônia do Sacramento em 1679 e para a expedição de D. Rodrigo de Castel Blanco em busca de Sabarabaçú, em 1680, entre outros empreendimentos, nisto

se empregava Fernão Paes de Barros, em cuja casa e fazenda do sitio de Araçariguama fundou a capela de Santo Antonio, ornando o altar da capela-mor da igreja de excelente talha, toda dourada, cuja administração e padroado se conserva ainda hoje [1762] na família de João Martins Claro, que foi seu genro.

Sua mulher legítima foi Maria de Mendonça com quem não teve filhos, porém em solteiro teve com uma mulata de Pernambuco, a filha Inácia Paes, sua herdeira única, que foi casada primeiro com o primo Braz Leme de Barros, herdeiro também da grande fortuna do pai, Pedro Vaz de Barros, e em segundas núpcias com o português João Martins Claro.

Terminada a visita ao Sítio Santo Antonio percorremos algumas ruas da cidade de São Roque e regressamos pela Castelo Branco, passando por Itu.


Segunda etapa

A excursão exploratória de 18 de agosto contou com mais um integrante: o fotógrafo Antonio da Cunha Penna, pessoa ligada às atividades culturais em Indaiatuba.

Fizemos o mesmo percurso até sairmos na rodovia Castelo Branco, parando para fotografias e coletas de espécimes, feitas pelo Celso. Na Castelo seguimos a indicação que nos conduziu à Araçariguama, localizada à esquerda de quem vai para São Paulo. É um pequeno povoado com poucos vestígios de sua antiga origem. Fotografei a igreja matriz.


Igreja matriz de Araçariguama



Vejo nos livros de etimologia tupi-guarani que araçariguama significa "o comedouro dos tucanos", de: açari = tucano + guama = comedouro .

Azevedo Marques informa que em 1874 a então freguesia foi  elevada a vila e em 1876 tinha 1624 almas, e, pelo que pudemos observar, esse número de habitantes não deve ser muito diferente dos existentes hoje. Segundo o mesmo autor,

deve sua origem à influência dos notáveis paulistas capitão-mor Guilherme Pompeu de Almeida,
seu filho o Padre Dr. Guilherme Pompeu de Almeida e Francisco Rodrigues Penteado,
que ai edificaram a capela depois matriz da paróquia desanexada de
Parnaíba com a invocação de Senhora da Penha.

O Pe. Dr. Guilherme Pompeu de Almeida, filho de pai homônimo, foi sacerdote, Dr. em teologia, com o título de bispo missionário pela Santa Sé.

Foi homem de muita liberalidade e grandes cabedais, que recebeu por herança paterna e soube aumentar por atividade própria nas minas de ouro, em que teve sempre grande número de escravos e administradores interessados. Fundou a capela de Nossa Senhora da Conceição de Araçariguama, e a ela fez grandes doações por escritura de 18 de maio de 1677, confirmadas e aumentadas em seu testamento a 30 de janeiro de 1710, testamento este em que constituiu administrador dos bens da capela, o colégio da Companhia de Jesus de São Paulo.



Morro de Vuturuna


Deixamos Araçariguama por uma estrada de terra onde a paisagem é dominada pelo morro de Vuturuna, célebre pela  descoberta de ouro em suas cercanias, no início do século 17. A estrada, num ponto de seu trecho inicial, oferece uma visão panorâmica, que não deixamos de fotografar, e depois de uma descida íngreme e de atravessar um ribeirão ao pé do Vuturuna, começamos a subida deste, contornando-o até Pirapora do Bom Jesus. Celso nos informa que já passou uma semana no interior da mata adjacente a esse morro, executando um projeto de levantamento das espécies de aves remanescentes.

Deixamos Pirapora à direita e, por uma estrada asfaltada chegamos à Santana do Parnaíba. Parnaíba significa, segundo Silveira Bueno, paraná = grande rio + aiba = ruim, ou seja rio imprestável à navegação . De fato, perto mesmo da matriz de Santana, em local que deu origem ao povoado passa o Tietê, que nesse local era tão encachoeirado que se construiu, no início do século atual uma usina hidrelétrica, cuja represa tinha um desnível de 25 m de altura.

Santana do Parnaíba foi elevada à Vila em 1625


O centro antigo de Santana está situado à meia encosta de  um morro, e para quem estando olhando para a fachada da matriz, terá à sua esquerda o rio Tietê, que se alcança pelas três ruas antigas, paralelas. O traçado e a situação em que está implantado este centro lembra os de povoados portugueses. O casario remanescente conta com inúmeros exemplares interessantes, causando entretanto certa pena não terem sido restaurados e sim, a maioria, reformados sem orientação. Ao lado da matriz junto a alguns casarões está a casa do Anhanguera que abriga um museu.

Depois de almoçarmos em um restaurante atrás do museu, regressamos, e passando por Pirapora e Cabreuva, chegamos à Indaiatuba ao anoitecer.

Termina aqui o relato das duas primeiras etapas das excursões exploratórias; não estando ainda determinadas as datas das etapas posteriores, que, com certeza, se realizarão.



Notas

(1) NEME, Mário. Dois antigos caminhos de sertanistas de São Paulo, in: Anais do Museu Paulista, tomo XXIII. - São Paulo: 1969, pág. 76 e 82

(2) O Capitão Francisco de Paula Almeida Prado, residente em Indaiatuba, inspetor da estrada de Itu a Campinas, enviou ao Dr. João Jacinto de Mendonça, presidente da Província de São Paulo ofício datado de 5-12-1861, em que diz:

Esta estrada oje he m.to importante, e daquella q. o Governo deve olhar com m.ta atenção p.r não só he a via de comunicação entre Sorocaba [e] as Provincias consumidoras de bestas, o q. ja lhe dá um grande trafego, como tão bem grande senão o maior parte do cafe de Campinas, e Limeira p.r ella passa, p.r q. os tropeiros de S. Roque, Cutia, e Arassariguama, e outros Municipios preferem passar ou transitar pella estrada de Itu a S. Paulo p.r ser m.to melhor do q. a de Campinas a mesma Cidade. Por todas estas razóins he oje esta estrada importantissima.

Ofícios Diversos de Indaiatuba, 1829-1891, caixa 254, ordem 1049, pasta 1; S. Manuscritos T.I.R; DAESP.

(3) SAIA, Luiz. A casa bandeirista ( uma interpretação). São Paulo, Comissão do IV centenário da Cidade de São Paulo, 1955, páginas 21 e 23.

(4) Seu irmão e vizinho Pedro Vaz de Barros, o Pero Guassú, foi o fundador da capela, hoje cidade de São Roque, senhor de mais de mil e duzentos índios e índias, cuja opulência é descrita por Pedro Taques nestes termos:

Foi sua fazenda uma povoação tal, que bem podia ser vila, e ainda hoje [1762] as casas, que foram da sua residencia, servem de padrão que lhe acusam a maior magnificiencia, como obra daquele tempo. Teve muito grande tratamento correspondente aos grossos cabedais que possuia, entre cujos moveis teve uma copa de prata de muitas arrobas. A sua casa era diariamente frequentada de grande concurso de hospedes, parentes, amigos e estranhos, que todos concorriam gostosos a fazer-lhe uma obsequiosa assistencia. Todos eram agazalhados com grandeza daquela mesa, na qual, com muita profusão, havia pão e vinho da propria lavoura, e as iguarias eram vitelas, carneiros e porcos, alem das caças terrestres e volateis, das quaes os seus caçadores atualmente conduziam com fartura, e por isso de tudo havia com abundancia, e com tanta prevenção que a qualquer hora da tarde que chegavam novos hospedes estava a mesa pronta, como se para este fora conservada.

LEME, Pedro Taques de Almeida Paes. Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica. - Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1980, tomo III, páginas 205, 206.

(5) SAMPAIO, Theodoro. O tupi na geografia nacional, 4. ed. - Câmara Municipal de Salvador, Salvador: 1955, pág. 173 e BUENO, Francisco da Silveira. Vocabulário tupi-guarani / português; 5 ed. - Brasilivros: São Paulo, 1987, pág. 517.

(6) MARQUES, Manoel Eufrásio de Azevedo, 1825-1878. Província de São Paulo,. - Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1980, tomo I, páginas 87, 314, 315.

(7) NEME, Mário, op. cit. pág. 18

(8) BUENO, Francisco da Silveira, op. cit. pág. 578.



terça-feira, 24 de maio de 2011

Planta da Igreja Matriz da Freguesia de Indaiatuba - década de 1830

O catolicismo era a religião oficial do Império do Brasil, isto fazia com que construção de igrejas, vencimentos do clero – a côngrua –, entre outros, fossem assuntos a serem tratados pelo Poder Legislativo, tanto no âmbito nacional, como no provincial.


Um conjunto de documentos encaminhado ao Legislativo Paulista pela Câmara Municipal de Itu, em 12 de Janeiro de 1839, acompanhava a solicitação de recursos para a conclusão da Igreja Matriz da então Freguesia de Indaiatuba.

Uma planta e uma representação do Vigário Encomendado de Indaiatuba, Pedro Dias Paes Leme, datada de 17 de Novembro de 1838, embasavam o pedido de recursos da ordem de seis contos de réis para a construção do corpo da Igreja, cujo altar-mor já se encontrava concluído.

Aqui reproduzimos a planta da igreja Matriz de Indaiatuba.

(clique para ampliar)



Colaborou: Osvaldo Augusto Crocco

Fonte: Arquivo da Assembléia Legislativa de São Paulo

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vende-se Cemitério Público de Indaiatuba

Recebi de Osvaldo Augusto Crocco a cópia de uma Lei decretada e sancionada em 1865 pelo Presidente da Província de São Paulo, com um conteúdo bastante peculiar.

No texto (leia-o abaixo, na íntegra) o governador autoriza a Câmara Municipal a vender o Cemitério. Sem dúvida, uma Lei que aguça a curiosidade para pesquisadores e amantes de nossa História!




LEI N. 53, DE 12 DE ABRIL DE 1865


O Doutor João Crispiniano Soares, do Conselho de S.M.O Imperador, e Presidente da Provincia de São Paulo etc. Faço saber a todos os seus habitantes, que a Assembléa Legislativa Provincial decretou e eu sanccionei a Lei seguinte :

Art. 1.º A camara municipal da villa de Indaiatuba fica autorisada á vender o cemiterio publico da mesma villa, depois de profanado pela autoridade ecclesiastica, confórme as prescripções do direito canonico, e applicar seu producto na factura de outro em lugar mais conveniente.

Art. 2.º Ficam revogadas as disposições em contrario

Mando portanto a todas as Auctoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nella se contém. O Secretario desta Provincia a faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palacio do Governo de São Paulo aos doze dias do mez de Abril de mil oitocentos e sessenta e cinco.

(L.S.) João Crispiano Soares.

Carta de Lei pela qual Vossa Excellencia manda executar o decreto da Assembléa Legislativa Provincial, que houve por bem sanccionar, autorisando á camara municipal da villa de Indaiatuba, á vender o cemiterio publico da mesma villa, depois de profanado pela autoridade ecclesiatica, conforme as prescripções do direito canonico, e applicar seu producto na lactura de outro em lugar mais conveniente, como acima se declara.

Para Vossa Excellencia vêr

Julio Nunes Ramalho da Luz a fez.


Publicada na Secretaria do Governo de S. Paulo aos doze dias do mez de Abril de mil oito centos e sessenta o cinco.

João Carlos da Silva Telles.

domingo, 22 de maio de 2011

O Controle do Espaço Urbano

Nesta curiosa foto cedida por Antonio da Cunha Penna, vê-se o desespero do morador da antiga Indaiatuba da década de 1960 tentando conter o que ele considera como incômodos que ocorriam em espaço público na frente de sua casa.

(clique para ampliar)

comício

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dom José 1970 - Primeiro Ginasial C

A imagem abaixo pertence ao álbum virtual que Emil Geiss está organizando das turmas de alunos da escola Dom José de 1970.





Trata-se da turma do PRIMEIRO GINASIAL C

A foto original foi cedida por Alvaro Gilmar Estevam de Araújo


(clique na imagem para ampliar)


 
Acari da Silva Quintino
Alvaro Gilmar Estevam Araujo
Antonio Marcelo Ferretti
Bernardete Barbarini
Cezira Barnabé
Claudir Duarte de Almeida
Daisy Aparecida Nascimento
Dayse Boldrini
Edson de Jesus Trasfereti
Eliana Marques Ambiel
Evely Camargo
Gildete Semente Lima
Gilmar Mano
Helio Antonio Sigrist
Ines Guiso
José Marcos Brega
Lidia Maria Frizarini
Luis Otacio Saggion Berian
Luiz Carlos Causs
Luiz Luchetta Neto
Marcel L. de Almeida
Marcio Antonio Polezal
Marcos Fernando Boldrini
Maria Candelaria Carrara
Maria de Lourdes da S. Rocha
Maria Isabel Canton Garcia
Massako Murakami
Rosa Maria Jacober
Rosana Canton Garcia
Rubes Carlos Bertoli
Sonia Maria Rossi
Sueli de Fatima Scachetti
Tácito Antonio Ferreira
Teresa Yoko Kashino
Tereza Matico Hayashi
Valeria Aparecida P. do Prado
Valmir Bredariol
Valter Munhoz Torres
Vera Lucia Moro
Washington Ikio Ozawa
Wilson Roberto da Silva

Em 1970, o Colégio Dom José de Camargo Barros produziu um album comemorativo dos 20 anos da escola. Todas as classes foram fotografadas e as fotos foram vendidas aos alunos. As fotos se perderam por aí. O álbum que Emil mantém no Facebook tem o objetivo de reconstruir o conjunto original de fotos baseado na relação de alunos que constou do Manual Comemorativo daquele jubileu. "Se você conhece alguém da relação de alunos, pergunte pela foto, pergunte se não conhece alguém da relação de alunos que tenha a foto ou qualquer coisa do tipo" - solicita Emil.



Possui fotos dos alunos do Dom José de 1970?

Estão faltando das seguintes séries:

Primeiro Ginasial E
Primeiro Ginasial L
Segundo Ginasial F
Segundo Ginasial L
Segundo Ginasial M
Terceiro Ginasial A
Terceiro Ginasial F
Quarto Ginasial A
Quarto Ginasial E
Primeiro Colegial A
Científico

Para colaborar escreva para elianabelo@terra.com.br ou
entre em contato com Emil através do seu perfil no Facebook.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nota de Falecimento

Faleceu na manhã de hoje o Sr. Gentil Gonçales, pai do nosso amigo integrante do Conselho Consultivo da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, o Professor Gentil Gonçales Filho.

O sepultamento ocorrerá amanhã (quinta-feira) as 10:00 no Cemitério da Candelária.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Votura

texto de Nilson Cardoso de Carvalho (in memorian)

Tal como muita gente em Indaiatuba, também estive durante muito tempo intrigado com a origem da palavra “Votura”, que seria — segundo conta a tradição — o nome do lugar onde teve origem Indaiatuba. Esse primeiro núcleo de povoadores, situado perto da desembocadura do córrego Barnabé no rio Jundiaí, era um pequeno aglomerado de moradores, que foi posteriormente transferido para as imediações do local onde hoje está situada a Igreja Matriz.

Pensando sobre o assunto, comecei pela dedução mais simples, ou seja, a de que a palavra “Votura” seria a designação de algum acidente geográfico, como são a maioria dos topônimos indígenas. Esta conclusão tornou-se mais consistente, quando conheci uma gravura de Debret, retratando a queda d’água chamada “Votorantim”, nos arredores de Sorocaba e, desde então, por analogia, liguei a imagem de queda d’água à palavra “Votura”.

Em 1987 fiz um vídeo sobre Indaiatuba e, para descrever a hidrografia do município, fui ao local onde o córrego Barnabé, deságua no rio Jundiaí. Ao filmar a cena do córrego, descendo levemente encachoeirado por uma pequena encosta sobre o rio Jundiaí, nas imediações onde teria existido o antigo povoado, lembrei-me  imediatamente da palavra “Votura", fortalecendo ainda mais a minha hipótese.

Estava com esta idéia já assentada quando li, no Jornal Votura de 06-07-1990, um artigo em que o articulista dizia que “Votura” significava “terra da luz”, adiantando até que “Podemos portanto, compreender que a benéfica incidência dos raios solares em Indaiatuba, já era notada até pelos índios que aqui viviam e que esse nosso ‘sol com calor de amizade’ tem sua razão de ser já há algumas centenas de anos”. Não concordei com esta conclusão, a qual lisonjeava sobremaneira nossos tupis, atribuindo-lhes atributos tão transcendentais como este de perceber que “nosso sol tem calor da mizade”.

Encomendei então um “Vocabulário Tupi-Guarani - Português” do professor Silveira Bueno, 5.a edição, e lá encontrei:


Página 603: Votura = colina, página 75: Bytury: água
da montanha, o rio da serra, página 524: Butury - De
ybytir-r: água do monte, o rio do monte (Teodoro
Sampaio); página 141: I = s. Água (aparece sob a
grafia de Y). Com o aportuguesamento da palavra
Bytury o B se transforma em V = Vytury. O Y tem
som entre i e u, logo Bytury pode ser lido “Vutura” ou “Votura”.


Reforçando ainda mais minha hipótese encontrei um artigo do Dr. Walter Gossner, sobre o bairro Jundiaiense de Ivoturucaia, in Museu de Jundiaí - Efemérides, vol. II, 1974, página 68, onde ele define o significado desta palavra:


“O tupi era ainda a lingua geral da região. A parte
de Jundiaí, entre os rios Jundiaí-Guaçu, Jundiaí-
Mirim, o Rio Atibaia, e o Morro do Jaraguá era
chamado Ibiturucaia, Buturucaia, Voturucaia,
Hoviturucaia, Bitarucaia e Ivoturucaia, mudando
pronúncia e grafia conforme os entendimentos dos
primeiros povoadores brancos. Pela análise das
sílabas o nome parece indicar “rios que descem dos
morros queimados”.


Conversando com o Geiss (Antonio Reginaldo Geiss), que é também um dos intrigados com o nome Votura, contei lhe do meu  achado. Geiss então passou às minhas mãos um bilhete do Padre  Armando Levy Cardoso, que é um renomado pesquisador da língua Tupi-Guarani, dirigido ao Padre Chico (Pe. Francisco de Vasconcellos) que reproduzo abaixo:

Caro Pe. Chico

Voltamos à questão de Votura. Também li o
que o jornal dava como nome antigo de Indaiatuba:
Ibitury, que pode ser lido Ybytyri e significa “monte
pequeno”.
Sem o diminutivo i e sem o Y inicial que pode sair
teriamos bytyra ou butura que os colonos podiam pronunciar Votura = “monte”.
Também podia ser Ybotyra = “pé de flor” que
vem de Potyra = “flor” pronunciada igualmente
Votura = “flor”.
Outra composição seria Ybi + tura = Yby =
terra, tura = “vinda” ou “vinda da terra”.
É o que me parece mais razoável, mas é difícil
saber o certo. Fique por isso mesmo.

Todo seu em J.C. Pe. A. Cardoso


O meu amigo Geiss, entusiasta das coisas de Indaiatuba e, como eu disse, intrigado com a palavra Votura, passou minhas informações à Professora Sônia Benedetti Magnusson, proprietária, juntamente com seu marido Evandro, do Diário Votura. A Professora Sônia por sua vez passou-as ao Padre Armando, colunista de seu jornal, que logo em seguida publicou um artigo com o título “Ibituri”, finalizando-o com o trecho reproduzido a seguir:



“Procurando um bom dicionário de tupi antigo,
encontramos Ybytyra que significa Monte: Y quer
dizer Água ou Rio. Ajuntando os dois vocábulos
resulta Ybytyrý: água ou Rio do Monte, significando
a água dos córregos, nascidos no monte, que é hoje
Indaiatuba, e afluentes do Jundiaí. Quem do fundo do
vale olha para cima tem a impressão de que a cidade
está num monte.
O local do Ibituri ainda mais tarde continuou a ser a aguada dos tropeiros.
Depois de aí descansarem não deixariam de visitar Nossa Senhora da Candelária, devoção Cristã quase universal então, para proteção de suas longas viagens pelo interior paulista e pelo Brasil afora.”



Eis como nossos pensamentos, resultado de nossas dúvidas, hipóteses, investigações e conclusões, voam e transmigram para outras paragens, e no caso relatado, caem no domínio público, mesmo à nossa revelia. Felizmente - para meu contentamento - o resultado de minhas investigações sobre a palavra Votura foi confirmado por um renomado especialista no assunto, que é o Pe. Armando Levy Cardoso (1), ficando esclarecido e assentado que o nome do antigo povoado que deu origem à cidade de Indaiatuba, “Votura” é corruptela da palavra IBITURI que significa “água ou rio do monte”

.....oooooOooooo.....

(1) Autor, entre outras publicações, dos livros “Toponímia Brasileira” e “Amerigenismos”, ambos publicados no Rio de Janeiro em 1961 e citados por Silveira Bueno na bibliografia de seu Vocabulário Tupi-Guarani-Português.

sábado, 7 de maio de 2011

Esta terra bendita e suas mulheres maravilhosas: Adelle Milani Pucinelli

Na maior parte das vezes que os colaboradores deste blog me passam informações sobre pessoas especiais desta terra abençoada e querida que é Indaiatuba, eu faço um texto o mais objetivos possível, buscando registrar neste blog fontes de diversas formas para divulgar nossas histórias e nossas memórias.

Acabo, assim, sempre fazendo um texto meu com essas referências. Mas especialmente hoje, na véspera do Dia das Mães, não farei essa interferência. Vou publicar na íntegra o texto escrito por Selma Maria Domingues El Hage para a sua tia Adelle, mais uma das "mulheres maravilhosas" que nossa Indaiatuba já teve.

E na pessoa da Selma, que tão emocionadamente escreve sobre sua tia Adelle, cumprimento todas as mamães que leem este blog. E também mando minha oração para as mamães que moram no céu, na lembrança de Dona Adelle, a quem minha avó (beijo aí no céu,  viu vó, você também foi minha segunda mãe) falava com muito apreço.


Biografia da Minha Tia Adelle


texto de Selma Maria Domingues El Hage

Há pessoas que, independente de pertencerem à família, tem um papel relevante em nossas vidas. Minha tia Adelle foi especial pra mim. Ela adorava crianças e desde o meu nascimento ajudou minha mãe na minha criação. Minhas melhores lembranças da infância são de sua casa, de seu quintal, dos braços abertos fazendo festa para me receber quando abria a porta. Ainda tenho na memória o calor de seus abraços, os cheiros de seus quitutes e as histórias divertidas que ela protagonizava. Sempre tivemos muitas afinidades e eu a escolhi como segunda mãe. Sei que ela também me queria como filha.

Por isso é com muita emoção que escrevo essa pequena biografia baseada nas minhas lembranças e nos relatos de seu filho João e seu neto Adriano. Eles também cederam algumas das fotos da família para a ilustração. Obrigada Eliana por essa oportunidade.

Minha tia Adelle era a quarta filha de Cléophas Mosca Milani e Humberto Milani e teve como irmãos Isolina Milani Cordeiro, Antonietta Milani Amaral Gurgel, Maria Inês Milani Domingues, Marcos Milani, Hélio Milani, Maria Walda Milani Ibrahin e Laércio José Milani.


Nasceu em Indaiatuba em 10 de Maio de 1920 e faleceu em 02 de Junho de 2007, aos oitenta e sete anos de idade.

Casou-se com o Sr Athayde Puccinelli em 21 de Dezembro de 1936, um casamento de 51 anos, pois ele faleceu em 1987.

Teve dois filhos: Alcione Therezinha Puccinelli, falecida em 23 de Setembro de 1939 com 22 meses de vida de “dispepsia super aguda”, segundo consta em seu atestado de óbito. A perda dessa filha nunca foi superada por ela, pois consta que a criança passou mal durante um pic-nic onde brincava com outras crianças e embora socorrida não resistiu e faleceu inesperadamente. Seu segundo filho, João Antônio Pucinelli, nasceu em 1940. Ele casou-se com Maria Aparecida Maschietto Pucinelli e teve dois filhos: Adriano Maschietto Pucinelli, casado com Rachel Bolivar Neves Pucinelli pais de Adrianne B Pucinelli, bisnetinha que nasceu após seu falecimento, e Maria Beatriz Maschietto Pucinelli.

Sempre viveu em Indaiatuba.

Quando jovenzinha adorava dançar e frequentava juntamente com suas irmãs e amigas o salão da XV de Novembro onde atualmente é o Banco Itaú. Era lá que de vez em quando promoviam um baile para alegrar as famílias da cidade que tinham poucas opções de lazer. Apreciava também as festas juninas onde dançava a quadrilha. Por coincidência, seu filho nasceu no dia de São João e então ela teve motivo para comemorar todos os anos.

Criada para ser dona de casa, como a maioria das moças da época, casou-se muito cedo, aos 16 anos, quase uma criança. Menina viva, inteligente e habilidosa como suas irmãs, destacou-se como excelente cozinheira. Em sua casa, a qualquer dia ou hora, havia uma parte da mesa arrumada com um café fresquinho e alguma guloseima como bolo de fubá ou bolinho de chuva. Na época do figo, os colhia verdes de seus dois ou três pezinhos do fundo do quintal e preparava um doce em calda inesquecível...só a lembrança faz a boca encher de água... o doce de abóbora era espetacular e segundo o meu marido,o melhor que já experimentou, tanto o com coco , como o vidrado na calda.O “latugue” era outra especialidade dela feita principalmente na época do natal: uma massinha frita feita com licor de aniz, passada no açúcar com canela, tradicional da culinária italiana. A leitoa pururuca, a torta de frango com palmito e tantas outras delícias encantavam aos amigos e familiares.

De vez em quando esquecia as panelas no fogo e quando se lembrava já era tarde para desespero de seu filho e marido. Isso virou motivo de muitas gargalhadas entre nós e seu fogão foi parar numa varanda coberta fora da cozinha para evitar incêndios.

Tinha um bom relacionamento com todos os irmãos e irmãs, mas afinidade maior com Hélio Milani, com quem passeava pela cidade e conversava sobre o passado, fatos engraçados, pitorescos, tragédias e muitos assuntos. Quando os dois iam ao cemitério local a conversa era deliciosa de se ouvir. Aí sim é que a memória trabalhava e viajava por ruas antigas e histórias inesquecíveis e às vezes inenarráveis....

Adorava jogar baralho como passatempo e era disputada como parceira no jogo de buraco e tranca. Em sua casa reunia vários amigos como Sr Daltro Magnusson e Dona Lourdes, Beto Veiga Torce e Jane sua esposa, além da irmã Maria Walda M Ibrahin e sobrinhos como Marquinho Milani e sua irmã Regina, eu e meu marido Amir. Esses jogos eram sempre acompanhados de seus deliciosos quitutes para a alegria geral.

Quando criança a acompanhei muitas vezes no jogo de tômbola na casa de sua amiga Pina Delbone, onde as amigas se reuniam para passar o tempo. Lembro-me que marcavam o jogo com sementes de birí.

Habilidosa, fazia crochê com facilidade e presenteava as sobrinhas, irmãs e amigas com lindas toalhinhas já esperadas nos aniversários e no Natal. Fazia tudo a olho, sem contar as carreiras porque não tinha paciência e sempre com outras atividades ao mesmo tempo como conversar e ver televisão e no final os trabalhos sempre ficavam lindos. Muitas vezes encontrei Dona Sylvia Teixeira de Camargo Sannazzaro, sua grande amiga conversando e fazendo crochê em sua casa.

Foi uma pessoa extremamente caridosa. Tinha mendigos “cativos” que passavam periodicamente em sua casa para pegar uma merendinha. Por isso, uma senhora a quem ajudou anonimamente, lhe ensinou a benzer quebrante. Quem sabia desse seu dom, que guardou a sete chaves por toda vida, levava principalmente as crianças para a benzedura que era feita com água e óleo. Elas já saíam mais calmas e às vezes até dormindo.

Aliás, sempre adorou crianças e ajudou a criar os sobrinhos mais próximos em especial a mim e meu irmão Silvio. Temos recordações maravilhosas do quintal de sua casa cheia de árvores e esconderijos e dos sucos de frutas colhidas na hora como pitangas, ameixas, laranjas e abacates que ela preparava na hora do lanche.

Quando nasceram seus netos Adriano e Bia ficou realizada e muito se dedicou ajudando sua nora Cida na criação dessas crianças que tanto amou.

Já bem idosa por volta dos 80 anos teve um AVC e ficou seriamente limitada, uma tragédia para quem era totalmente independente. Nesse momento difícil teve o amparo de toda a família, mas em especial de Rachel, na época namorada de Adriano que a tratava com muito carinho e paciência. Ela a acompanhava nas consultas médicas, a levava ao cinema no Shopping Jaraguá e depois ao seu programa preferido: passear pelos corredores do Pão de Açúcar para fazer umas comprinhas, tudo na cadeira de rodas.

Faleceu em 02 de Junho de 2007, apenas 5 dias antes do casamento de Adriano e Rachel, mas com certeza, lá de cima os abençoou com muita alegria.

Querida por todos que a conheciam simpática e cordial, carismática, dona de um temperamento forte, mandona e irreverente, tia Adelle passou por essa vida deixando deliciosas lembranças.

Sua conversa gostosa atraía os clientes do escritório de seu marido que paravam para uma boa prosa. Tempo bom!

Tempo onde as pessoas tinham tempo de parar e conversar, tomar um cafezinho e comer um pedaço de bolo. Onde os filhos eram criados brincando nos quintais e na rua com os amiguinhos vizinhos, tempo que não volta mais, que a memória pode até apagar, mas que com o registro escrito pode ser resgatado e revivido com emoção como essa singela homenagem para uma tia querida.


(clique nas imagenspara ampliar)
Maria Aparecida Maschietto Pucinelli com Dona Adelle e Selma




Dona Adelle com o neto Adriano e sua esposa Rachel, que cuidou dela com muito carinho.



Dona Adelle e irmãos



Dona Adelle com o seu marido, Athayde Puccinelli





Casamento de Adelle com Athayde



domingo, 1 de maio de 2011

Revista inglesa classifica Indaiatuba entre cidades americanas do futuro

Apesar dos vários problemas urbanos que Indaiatuba tem, embora seja uma cidade querida por seus habitantes e que atrai mais e mais gente, mais uma publicação a destaca como um local de qualidade de vida diferenciada; desta vez uma revista amerciana. Leia a reportagem abaixo, publicada em 20 de abril de 2011.

A revista FDi Magazine (da sigla em inglês Foreign Direct Investment, Investimento Direto Estrangeiro) pertencente ao grupo de Comunicação The Financial Times Ltd, divulgou na última semana o primeiro ranking American Cities of the Future 2011/12 (Cidades Americanas do Futuro).
Entre elas está Indaiatuba que foi selecionada na subcategoria das 10 melhores pequenas cidades em relação “Custo-benefício” (em tradução livre do inglês Cost Effectiveness). O município ocupa a décima colocação nesse item que avaliou cidades com população entre 100 mil e 250 mil habitantes.
No índice geral, o primeiro lugar ficou com Nova York, na categoria de cidades acima de 750 mil habitantes. A capital paulista também aparece no ranking como a décima cidade do futuro 2010/2011 e desponta em segundo lugar como cidade em potencial econômico.
As listas foram organizadas a partir de uma análise de 405 cidades em toda América do Norte e do Sul. As informações foram divididas em seis categorias: Potencial Econômico, Recursos Humanos, Custo-benefício, Qualidade de Vida, Infraestrutura e Simpatia em negócios. (grifo meu).
Segundo o prefeito Reinaldo Nogueira (PDT), “recebemos com muito entusiasmo esse novo apontamento para Indaiatuba. Foi uma grande surpresa ver nossa cidade nessa classificação internacional e com todos os itens analisados pelo corpo de jurados, afinal de contas são somente três cidades brasileiras que figuram nesse ranking, é realmente de dar orgulho”, finaliza o prefeito.
Os municípios têm até um máximo de 10 pontos em cada critério individual, que foram ponderados pela importância. As cidades foram classificadas pela população em “Principais cidades” (mais de 750 mil habitantes); Grandes cidades (mais de 250 mil habitantes e inferior a 750 mil); Pequenas cidades (mais de 100 mil e inferior a 250 mil habitantes) e Micro cidades (menos que 100 mil habitantes).
Os dados foram avaliados por um corpo de jurados formado pelo sócio-gerente, local do site e incentivos públicos, o Grupo Vercitas, Don Holbrook; conselheiro sênior de Negócios Global de Implantação e do Investimento Directo, Daniel Malachuk; diretor da Baker & McKenzie LLP; o diretor-presidente para as Américas da Cushman & Wakefield; e a analista sênior de investimento da FDi Inteligence, Jacqueline Paredes.
Entre os critérios levados em conta na categoria onde Indaiatuba aparece, estão:
  • o salário médio anual de trabalhadores não qualificados, semiqualificados e qualificados;
  • média anual de aluguel de escritório em localização privilegiada no centro da cidade;
  • média de renda anual para uma fábrica ou unidade industrial, em localização privilegiada;
  • o preço médio de uma casa de três quartos;
  • custo da eletricidade;
  • preço do quarto de hotel três e quatro estrelas;
  • preço da gasolina;
  • salário mínimo;
  • custo de registro de propriedade;
  • custo para exportar e importar;
  • custo de criação de uma empresa, entre outros.
Em todas as subcategorias, além de Indaiatuba aparecem apenas outras duas cidades brasileiras: Sobral, no Ceará e Rio de Janeiro. Também é citada Maracanã, que ficaria no estado do Rio de Janeiro, contudo o estado não possui município com esse nome. O único estado que possui um local denominado Maracanã é o Pará, mas sua população não chega a 28 mil habitantes o que a exclui do estudo. A FDi ainda não se manifestou sobre o caso.

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