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Arquivo virtual de História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região.*

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Presbiterianos em Indaiatuba

 texto de Martha Andrade Barbosa Marinho


A presença dos presbiterianos no município de indaiatuba está próximo a completar um século. Segundo informações registradas nos livros de atas da Igreja Presbiteriana, hoje localizada na rua Bernardino de Campos, 644, e pelos depoimentos de antigos membros da Igreja, alguns já falecidos, o presbiterianismo iniciou-se nas terras dos indaiás em dois núcleos, um na zona rual e outro na cidade, em 1911.

Em casa da senhora Pedrina Soares Wolf, convertida e interessada em propagar a sua fé eram realizados cultos. Na casa simples de Mato Dentro acomodavam-se vizinhos, parentes e amigos para os cultos de evangelização, com o apoio de membros da congregação de Monte-Mor e dirigidos por missionários da West Brasil Mission. As reuniões de Mato Dentro tornaram-se concorridas.

Na cidade, há registro de um culto em 20 de agosto de 1911 realizado na residência do Senhor Asprígio Alves Ferreira com a presença do Reverendo James Porter Smith e o Benedito Gregório da Silva, um leigo que se tornou pregador, e que continuou a visitar o pequeno grupo que ali se reunia. Posteriormente os cultos passaram aser realizados na rua Pedro de Toledo, casa de Isabel Sauer, que em 4 de novembro de 1912 doou um terreno para a construção de um templo presbiteriano.

Em Mato Dentro, o núcleo presbiteriano cresceu com a participação da família Stahl, que também realizava cultos em sua casa. Eram reuniões alegres com leitura da Bíblia, orações, mensagens evangelísticas e de afirmação de fé. Os dois núcleos desenvolveram-se graças ao trabalho de visitação e convites dos “crentes”, assim eles eram conhecidos. Sempre traziam algum convidado novo para suas reuniões. Estes eram conquistados pela amizade e animação dos convertidos.

A novidade na época era a oportunidade de participação efetiva de todos os fiéis nas reuniões. Eles eram convidados à leitura bíblica responsiva, a dirigir orações individuais e espôntaneas e ao louvor através de cânticos dos hinos ensinados pelos dirigentes. O pregador, pastor ou leigo pregava a palavra, mas os cânticos reuniam todos, homens, mulheres e crianças que expressavam _ como ainda expressam _ seus sentimentos através de uma letra mais pessoal, emotiva, de apelo ou exaltação. Essas canções surgiram principalmente das grandes campanhas evangelísticas do século XIX nos Estados Unidos e Inglaterra, e foram trazidas pelos missionários enviados ao Brasil ainda no período Imperial.

Outro tipo de música sacra utilizada pelos dirigentes tem origem no coral alemão, que surgiu depois da Reforma. É um tipo de música bastante simples e solene, contendo estrofes e foram originalmente escritas em alemão. Os corais formam uma quantidade infinita de música sacra, abrangendo quase todos os assuntos de acordo com o calendário Cristão. Muitos dos corais foram armonizados por J. Sebastian Bach e incluidos em suas cantatas, paixões, oratórios e préludios para orgão. A pequena comunidade de Indaiatuba também aprendeu a cantar muitos hinos que hoje fazem parte de hinários usados pelas igrejas presbiterianas.

Foi grande a contribuição de Sarah P Kalley, esposa do médico Robert Reid Kalley (1808 – 1888). Foi ela a tradutorra de grande parte dos hinos sacros que compõem a primeira edição dos “Salmos e Hinos” que data de 1861, obra dos missionários Robert e Sarah Kalley. A vocação ao louvor através da música da Igreja Presbiteriana de Indaiatuba vem de longe, desde o inicio, antes do surgimento do Coral Presbiteriano na década de 30, o canto congregacional já era apreciado por muitos moradores do município que não participavam da fé presbiteriana.

Na década de 20 do século passado, os dois núcleos se firmaram: o da cidade e o de Mato Dentro. Luteranos que ainda não tinham grupo organizado na cidade passaram a frequentar o culto presbiteriano.

Em 1928, a West Brazil Mission entregou ao presbitério de São Paulo nova congregação, constituída do núcleo de Indaiatuba e do núcleo de Mato Dentro. O presbítério recebeu a ambas, e em 1929 os transformou em congregação presbiterial.

A história dos presbiterianos no Brasil é marcada pela chegada de Ashbel Greens Simonton em 12 de agosto de 1859. Simonton organizou a Igreja do Rio de Janeiro, fundou a Imprensa Evangélica, estabeleceu o primeiro Seminário Teológico Presbiteriano e também organizou o Presbitério do Rio, em 06 de dezembro de 1865. O presbiterianismo chegou ao Brasil vindo desde a Suíça através da Escócia, da Irlanda e Estados Unidos.

O termo presbiteriano está relacionado a forma de governo da Igreja Presbiteriana que se realiza por meio de concílios compostos de presbíteros decentes (ministros) e regentes (governantes). São os presbíteros em concílio que governam a igreja. O sistema de governo presbiteriano é democrático e representativo, os fiéis elegem os seus representantes para gorverná-los e legislar por eles. O Seminário de Campinas, instalado 1894, preparou centenas de jovens que atuaram organizando e desenvolvendo comunidades presbiterianas em todo o Brasil. A maioria dos pastores que atuaram em Indaiatuba tiveram ali sua preparação teológica. Muitos seminaristas passaram pela Igreja Presbiteriana de Indaiatuba durante o período de desenvolvimento e organização da Igreja.

Em primeiro de maio de 1932, por decisão de uma comissão nomeada pelo então Presbitério de São Paulo composta por Rev. João Paulo de Camargo, Rev. Paulo de Miranda Costivelli e o presbítero Urias Arruda e com a presença de 23 membros comungantes, deu-se a organização da comunidade que passou a ser chamada de Igreja Presbiteriana de Indaiatuba. As 23 pessoas cujos nomes estão registrados na ata de constituição da Igreja pertenciam as famílias Stahl, Stein, Paratelli, Bianchini, Wolpi e Almeida. Os primeiros presbiteros eleitos foram Carlos Paratelli, Luís Stahl e Benedito Vicente de Almeida, e os primeiros diácomos Marcelino Vicente de Almeida e Antonio Bianchini. A essas famílias se juntaram outras: Krahembull, Klinke, Fahl, Shoereder, Boccia, Lima, Ims, Nicolucci, Inhauser, Candello e outras tantas que ano após ano vêm compondo a comunidade. Algumas delas tem origem luterana. Durante a organização e desenvolvimento da Igreja houve uma estreita relação entre luteranos e presbiterianos. Os Luteranos desde 05 de outubro de 1952 até 07 de setembro de 1957, data do lançamento da pedra fundamental de sua sede, usaram o templo presbiteriano para seus cultos.

A década de 20 do século passado foi construído um pequeno salão que abrigou os primeiros membros. A ata no. 2 de 16 de dezembro de 1933, registrou: “Resolve-se aumentar o templo, segundo planta apresentada e aprovada pela mesa, na importância 2,595$000 (dois contos e quinhentos e noventa e cinco réis)”.

Em 12 de março de 1934 foi iniciada a recontrução do templo presbiteriano. Era o pastor, na época o Rev. Avelino Boamorte, e o evangelista sr. Firmino Alves Barreto. A ata de 19 de setembro de 1953 foi nomeada a comissão para o plano de reforma do templo. A comissão era composta pelos senhores João Fahl, Carlos Klinke e Girberto Candello. O senhor Milton Inhauser se encarregou da exposição do projeto que estabeleceu instalação de iluminação florescente, pintura da fachada simples, muros lateráis com larguras iguais, vitrais com vidros fixox em cor verde e os basculantes em cor azul. Barrado do arco do púlpito em cor imitando madeira. Para diminuir as despesas membros da igreja trabalharam como voluntários num alegre mutirão.

Em 27 de agosto de 1961, a assembléia da igreja reunida, resolveu dar início a construção do pavilhão de educação religiosa destinado a Escola Dominical, de atividades de jovens e da Sociedade Auxiliadora Feminina como permanece até hoje.

A ata no. 92 de 13 de outubro de 1974 registrou a realização de uma assembléia para tratar da demolição do pequeno templo reformado na década de 50. “ A assembléia deverá votar sobre a demolição do antigo templo e venda de seus materiais. O presbitero Carlos Klinke esclarece que a igreja deverá requerer a prefeitura licença para demolir o antigo templo e comunicar o fato ao Presbitério”.

Depois de demolido o templo, a comunidade presbiteriana passou a se reunir no edifício de Educação Cristã, nos fundos do terreno com dois pavimentos (vide imagem abaixo). A parte superior, salão de reuniões e apresentações teatrais, no pavimento inferior, salas de aulas da Escola Dominical, cozinha da Sociedade Auxiliadora Feminina e local de reuniões festivas.



Em 1979, foi lançada a pedra fundamental do novo templo da Igreja Presbiteriana Unida. Nessa ocasião, foi retirada da caixa do alicerce um documento datado de 12 de março de 1934 – reconstrução do templo evangélico presbiteriano.

A planta do engenheiro Alberto Del Nero para a construção do novo templo foi substituída por uma planta menos onerosa e mais funcional sob a responsabilidade do engenheiro Osvaldo Stein. Em 1979 teve início a construção do novo templo. Era o pastor desde 1977 Rev. João Marinho Filho. Em 22 de outubro de 1983 foi inaugurado o templo que hoje está erguido na Bernardino de Campos, 644. O pregador oficial do dia – Rev. João Dias de Araújo.

Outras comunidades presbiterianas surgiram em Indaiatuba na década de 70. No bairro Santa Cruz, designação genérica para todas as vilas periféricas do outro lado da linha férrea, à margem da estrada velha de Indaiatuba à Salto surgiu uma congregação. Lá moravam presbiterianos que nem sempre podiam vir aos cultos na sede. Dona Marcelina de Morais Dias criou uma escola dominical em sua casa. Essa mulher analfabeta, mas com muito conhecimento da bíblia, cantava “corinhos” com as crianças da vizinhança e contava histórias bíblicas. O ano de 1977 marcou o início oficial das atividades nesse bairro, com propósito definido: criar ali uma congregação. Primeiramente foi feita uma visitação aos interessados e o primeiro ponto de encontro foi a sala da casa de Manoel Lira Teixeira. No final de 1977, a Igreja adquiriu dois terrenos na Rua Basílio Martins. Senhor Gilberto Candello e sua família construíram o templo que permanece até hoje. A inauguração do templo foi realizada em 29 de abril de 1978. Em 27 de abril 1986, a congregação organizou-se como igreja. A comissão organizadora foi presidida pelo Rev. Antonio Marques da Fonseca Júnior.

Outra comunidade presbiteriana surgiu na década de 70. Depois da Assembléia da Igreja em 29 de maio de 1977, para a reforma dos estatutos da Igreja local, um grupo de presbiterianos passou a reunir-se em uma garagem na rua Pedro Gonçalves. Posteriormente, o local das reuniões passou a ser o templo da Igreja Luterana e, a partir de 25 de novembro de 1979 as reuniões aconteceram em uma propriedade adquirida e adaptada na rua Tuiuti. Organizada como Primeira Igreja Presbiteriana de Indaiatuba o grupo cresceu com a vinda de novas famílias. Nos fundos do terreno, foram construídas salas para a Escola Dominical, e o pequeno salão adaptado foi utilizado até a construção do novo templo da década de 90. Fruto da atuação da igreja uma nova comunidade presbiteriana surgiu no Bairro da Morada do Sol, hoje Igreja com pastor local e Conselho.

Membros da Igreja Presbiteriana Independente passaram a se reunir em Indaiatuba e construíram um templo no Jardim Tropical. Um templo da Igreja Presbiteriana renovada foi também erguido na cidade.

Indaiatuba é uma cidade privilegiada, marcada presença de famílias e origens e culturaas diferentes: católicos, luteranos, prebiterianos e porteriormente outros grupos religiosos aqui construíram a sua história.

A dos presbiterianos está se aproximando de um século e hoje a presença da Igreja Presbiteriana se estende a participação em projetos sociais, principalmente a favor de crianças e adolecentes. Em 1986 foi criada a Sociedade Evangélica de Amparo ao Menor (SEVAM) e foi eleito seu primeiro presidente, o Dr. Fernando Stein. A creche foi construída pelo governo municipal do prefeito José Carlos Tonin e entregue a comunidade presbiteriana através de seru Rev. João Marinho Filho, que passou a administrá-la. Foram recebidas inicialmente 25 crianças, e a primeira diretora da creche foi Dra. Lilian Candello Salvadori (1). No Jardim California um projeto traz para as dependências da Igreja Presbiteriana Unida crianças e adolescentes para atividades educacionais, artísticas e esportivas. É o projeto que foi criado pelo pastor da Igreja Rev. João Marinho Filho e que conta com a colaboração de voluntários da cidade, não necessariamente da comunidade presbiteriana.


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* Martha Andrade Barbosa Marinho  é historiadora e presidente do Conselho Consultivo da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba.


Imagens do Templo da Igreja Presbiteriana Unida de Indaiatuba
de Gentil Gonçales Filho

(1) Conheça o blog de Lilian Candello Salvadori em: http://www.vovolilian.blogspot.com/

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal - Referências sobre um Revolucionário Assassinado

Eliana Belo Silva


Para os que apontaram sua sentença de morte como justa, sua vida valia menos do que a de um ladrão comum. E essa sentença não foi dada após a atuação de um brilhante advogado, “desses” que vemos comumente transformar a vítima em culpada e seu algoz masoquista e cruel em um coitadinho com problemas de saúde mental.

Quem assistiu ao julgamento, presenciou praticamente uma festa, destas que tristemente se formam movidas pelos podres instintos que temos que nos levam a ter curiosidade por acidentes, tragédias e mortes.

A autoridade conduziu tudo de forma dramática e o povaréu ouriçado, mas ao mesmo tempo paralisado pelo torpor da alienação, assistiu e aplaudiu a sentença de morte.

Após o espetáculo que tingiu as ruas de vermelho arrancado por espinhos e pregos, o inusitado aconteceu: segundo relatos sagrados, o corpo da vítima desapareceu e reapareceu iluminado após três dias para seus companheiros. Teria sido apenas um mero acontecimento classificado pelas autoridades como de ilusão coletiva, tal qual como quando centenas de pessoas avistam um OVNI.

Mas o efeito causador não desapareceu em um misterioso rastro de luz. Muito pelo contrário: o evento da ressurreição, descrito em documentos detalhados por várias testemunhas da época ou seus ouvintes, juntamente com várias parábolas ditas pela vítima, somados a inúmeras outras histórias contadas por outros envolvidos próximos e distantes, formaram um dos fenômenos mais importantes da História: o advento do cristianismo.

Se analisarmos brevemente a história da vítima apenas como um ser humano atuando em seu tempo por meios racionais, desprovendo a análise de considerações dogmáticas ou controles religiosos, veremos que o que havia nela que causou sua crucificação foram suas ações políticas.

O ousado falava sobre liberdade, igualdade e fraternidade há mais de 2000 anos atrás em um império escravocrata, cujo talento de produzir generais, soldados, marinheiros e almirantes o levaram a conquistar praticamente todo o mundo conhecido por eles mesmos na época. Simples assim: o sujeito era uma ameaça para um governo bélico, afinal, a multidão, que não era formada por meia dúzia de desocupados, o seguia e espalhava – maravilhada - suas palavras e ações. Um líder carismático da “oposição”, um perigo para o status quo. Cruz para ele!

Mas como se diz popularmente, o “tiro saiu pela culatra” e o cristianismo espalhou-se como fofoca contada com o máximo de segredo possível.

No início, os cristãos assumidos foram perseguidos e jogados para os leões em espetáculos sórdidos, onde todos colocavam suas melhores roupas para assistir. Mas como todos de nós temos um pouco daquela característica que falamos formalmente que só os adolescentes possuem, o proibido foi mais gostoso e aquela civilização romana, que se achava superior a qualquer outra, teve que ceder ao novo credo que duraria – quem diria! – muito mais que seus exércitos.

Atualmente estudos que tomam como base o calendário que usamos - o gregoriano - consideram que Jesus nasceu por volta de 6 a.C. Viveu em um vilarejo nas montanhas seguindo os negócios do pai no ramo de carpintaria. Para a época, era um privilegiado - pois sabia ler e escrever. Certo dia influenciado por outro baderneiro social chamado João Batista jogou tudo para o alto, afastou-se e mostrou desdém para o certo conforto que tinha e se mandou, espalhando suas mensagens, comendo das comidas mais simples e vestindo uma túnica de pele fina de camelo.

Sem medo de exagerar podemos dizer que foi um dos mais geniais oradores do mundo: suas palavras arrastavam multidões fundamentadas em um discurso até que misterioso, mas ao mesmo tempo sensível e prático. Historicamente suas palavras deixaram um incrível legado sobre a vida cotidiana. Religiosamente, deixou-nos um dos bens mais caros que temos em nossos corações e mentes: a que produz esperança. Aqueles que os romanos consideraram como terrorista demonstrou um profundo sentimento pelos oprimidos, pobres e doentes. Deixou-nos uma mensagem tranqüilizadora: que Deus nos ama, é misericordioso e nos perdoa.

Para os que já aceitaram sua principal mensagem, o Natal é um dia de benção. Para os que ainda não aceitaram e ainda não foram abençoados pelo conforto da Fé, comemorem a data assim mesmo, fazendo caridade e ofertando esse bem como presente para esse Ser, que lá do céu, tenha certeza, nos guia sempre que entregamos nosso caminho para ele.

Parabéns, Jesus!

Feliz Aniversário.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Carlos Tanclér



(clique para ampliar)*





Professor Carlos Tanclér e alunos



José Tanclér (esquerda), sua esposa Maria Pugliesi Tanclér (direita), 
com o filho CARLOS TANCLÉR
em foto de 5 de abril de 1901, feita onde moravam, na Rua 7 de setembro





SEMPRE AVANTI SAVÓIA
Comércio de Secos & Molhados da família Tanclér, onde hoje é a Foto Hugo.

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Os "Tanclér" foram um dos primeiros imigrantes italianos a chegar em Indaiatuba. Veja mais, em texto da Revista da Tribuna:



OS PRIMEIROS A CHEGAR

Documentos registram Francesco Squittini, Franscisco Lanzi e José Tancler como pioneiros

TEXTO DE ADRIANA CARVALHO KOYAMA


Especial para a Revista da Tribuna


O primeiro registro de imigração italiana encontradonos documentos da cidade é o de Francesco Squittini, dono do hotel d’Itália, em 1873. Em seguida encontramos referência a Francisco Lanzi, que em 1881 casa-se em Indaiatuba e será vereador na última câmara do período imperial. José Tancler veio para Itu em 1875, com 25 anos, trabalhando como mascate nas fazendas da região. 


Em 1880, estabeleceu-se em Indaiatuba com a loja Sempre Avanti  Savoia, ocasião em que trouxe para cá sua família que havia permanecido em Salerno, na Itália. Participou ativamente da vida pública local. Em sua casa, na Rua Sete de Setembro, esquina com a 15 de Novembro (onde hoje é o Foto Hugo), foi fundado, em 1887, o núcleo local do Partido Republicano. Em 1900, foi presidente da Câmara, já com o título de Tenente da Guarda Nacional, e em seguida tornou-se Juiz de Paz. 


Também entre os pioneiros está Cesare Zoppi, em 1893.0




Coronel emprega imigrantes 

Em Indaiatuba os fazendeiros abriram as portas aos imigrantes. Segundo anotações de Nilson Cardoso de Carvalho, o Coronel Antônio de Almeida Sampaio, em 1910, em suas três fazendas, em Indaiatuba (Pimenta, Gramma e Santa Rita), com área de 900 alqueires, 645 mil pés de café e 111 casas de colonos, abrigou muitos dos primeiros imigrantes italianos. 

O expressivo volume de sua produção determinou a existência de uma estação de trem dentro da fazenda Pimenta. O destino de muitas das fazendas paulistas no século 20 será o de serem adquiridas por ex-colonos e seus descendentes. Em1924, os fazendeiros de origem italiana irão deter, juntos, mais de 10% de todos os pés de café existentes em Indaiatuba.


Participação comunitária 

A grande participação dos italianos em Indaiatuba no final do século 19 pode ser percebida na Câmara Municipal: desde a chegada dos primeiros imigrantes o número de eleitores de origem italiana não parou de crescer: em 1892 votaram na eleição para Presidente do Estado os Schettini (Francesco, José e Domingos) e os Tancler ( Vicente e José) Squittini, Lanzi e Tancler. Em 1900 assinam como eleitores Cesare Lisoni, Enrique Brazzi, Giovanno Pessoto, Angelo Pefsoto, Giovanni Zamboni, eng/arq. Rômulo Zambom, Lourenço e Luiz Salla, Carlo Montibello, Giovanni Panzetti, Cesare Zoppi, Paulo e Valeriano Bernabé, Angelo Fanti, João Ungaretti, Andréa Tomaggio, Dante e Luiz Coppini, Luiz Pieropini, Pascuale Ciampi, Luigi Minioli, Agostino e Pietro Marcolongo, Rodolfo Ferretti, Carlos Tancler, Ferrucio Lucchesi, Francesco Zancheta, Horacio Ostranti, José Artoni, Tomazo Ripabelo, Eugênio Chechinato, Luiz Bosquetto, Ferrucio Carletti, Antonio Madari, João Vitto, Ricardo Righetto, Guido Fiorini, Jacinto Burgato, Guise Castelan, José Fasignato, Antonio Merli e Natale Furgeri. Nessa época, um terço dos eleitores de Indaiatuba era de origem italiana.


Economia 

Na vida econômica urbana a presença italiana também é notável: recebemos mestres artesãos, negociantes e construtores. Em1895, tínhamos uma fábrica de cerveja e um curtume, ambos de Carlo Montibello; um bilhar, de José Tancler; lojas de tecidos, de José Tancler e José Schettini; sapatarias de Fortunato Baroni e de Francisco Canatta; padarias, de Cesar Lisoni e de Roberto Pinfaro; lojas de Secos e Molhados, de João Sargentelli, Domingos Schettini, Luiz Brassi, Theodoro Proia, Francisco Canatta, João Ungaretti, Honorato Manfredi, Jacob Campagna, Angelo Fantin, Francesco Schettini e Vicente Tancler, que também vendia ferragens e artefatos de folha de flandres. Nos sítios negociavam Julio Bertucci, Fortunato Baroni e Bordini & Companhia.


Em 1910, Casare Lisoni era vereador, o Tenente José Tancler e Luiz Coppini eram juízes de paz. Luiz Petri tem uma fábrica de cerveja e Paschoal Dettiles um moinho de fubá. Lojas de fazendas são a atividade de José Tancler, Rodolfo Ferretti, João Panzetti e José Bichará. Luiz Minioli e Francisco Passini são marceneiros, Marco Matrani é Ferreiro, Vicente Tancler e Domingos Gazfgnatti são funileiros, Batista Rosignati é oleiro, Adolfo Boari, Elias Pioli e Ângelo Nicolini são padeiros, Pedro Rosignatti é relojoeiro, Horacio Ostranti, Paschoal Mateo, Frederico Pavanelli, Cesare Purgatto, Faustino Miraggio e Pinfare Roberto são sapateiros, Frederico Pavanelli é seleiro. 
Merita Bertolotti tem um hotel e João Panzetti uma fábrica de sabão. Armazéns de Secos e Molhados são muitos: de Ambrosio Lisoni, Nicola Ferrari, Arthur Tomazzi, Vicente Gandini, Cesare Lisoni, Merita Bertolotti, Elia Pioli, Ettore Mosca, João Ciampi, Luiza Ferrari, Domingos Gazignati, Felipe Feletti e Domingos Carotti.

Vistos em um contexto mais amplo, esses registros nos mostram como desde os primeiros tempos a comunidade italiana abraçou a cidade e seus habitantes, incorporando-se e colaborando ativamente para sua vida pública, religiosa e social, como o fazem até hoje os seus descendentes. 

Ao que os moradores locais disseram: Benvenutti!




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*Este é um dos recortes que tenho dos muitos textos escritos e publicados pelo advogado Rubens de Campos Penteado, membro do Conselho Administrativo da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba.

Muitos dos textos que escreveu estão compilados no livro "Gente da Nossa Terra, Terra da Nossa Gente", que foi publicado em 1999.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Iluminação Pública em Indaiatuba












Imagens e texto publicados na Revista Imagem de dezembro de 2009, Ano 1, Edição 02

Imagens originais do Arquivo Público de Indaiatuba Nilson Cardoso de Carvalho

domingo, 13 de dezembro de 2009

Imagens de Indaiatuba Antiga


Largo da Matriz


Rua 15 de Novembro


Praça Rui Barbosa


Largo da Matriz, vista do alto das torres da igreja


Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária


Praça Prudente de Morais


Consta como "sem identificação", mas é o prédio do "antigo" Grupo escolar Randolfo Moreira Fernandes*


Consta como "sanatório".
É a vista do Hospital Augusto de Oliveira Camargo


Rua Candelária


Serviço de Água




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As imagens originais foram cedidas por minha chará: Eliana Haddad.
Não há datação.
Alguém colaboraria com "pistas" para datar essas imagens?

1) * Deize Clotildes Baranabé de Morais, ao analisar as fotos informou que não consegue precisar exatamente a data, mas acredita que sejam imagens da década de 1950.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Rochas estriadas pela passagem de geleiras em SALTO

PESQUISADORA DO INSTITUTO GEOLÓGICO DE SÃO PAULO
VISITA ROCHAS ESTRIADAS TESTEMUNHAS DE PASSAGEM DAS GELEIRAS, RECENTEMENTE DESCOBERTAS NO SÍTIO GUARAÚ, EM SALTO.







Dentro da programação do curso de Geografia Regional Aplicada ao Ensino, Turismo e Meio Ambiente, o INEVAT - Instituto de Estudos Vale do Tietê, em parceria com as entidades, Salto Ambiental e Instituto Aruanã, realizou no último sábado, dia 28 de novembro, excursão de cruzamento geográfico de Salto. A atividade de campo abrangeu as regiões do Planalto Cristalino Atlântico (parte da manhã) e da bacia sedimentar da Depressão Periférica Paulista (parte da tarde).

Cerca de 40 pessoas entre professores, profissionais do turismo e ambientalistas, participam do curso, que conta com o apoio da Prefeitura da Estância Turística de Salto.

A excursão de sábado teve o acompanhamento da geóloga Doutora Annabel Pérez-Aguilar, do Instituto Geológico (Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo), que trabalha na equipe que pesquisa o sítio geológico denominado “pavimento estriado do Guaraú”, localizado em Salto. Também participaram os professores Doutor Salvador Carpi Júnior e Iara Weissberg.

Nesse local, antiga cava abandonada de exploração de argila para fabricação de cerâmica, foram encontradas rochas graníticas que guardam vestígios de passagem das geleiras, relacionadas a glaciação neopaleozóica. Durante a sua exposição, Annabel explicou que entre 320 e 270 milhões de anos atrás (período neopaleozóico) o supercontinente Gondwana foi afetado por um evento glacial de grandes proporções que durou cerca de 100 milhões de anos.

A descoberta tem grande importância científica, uma vez que amplia a área já conhecida em Salto, onde ocorrem afloramentos de rochas do tipo “moutonnée”. Este conjunto de rochas, juntamente com os afloramentos de varvitos em Itu constituem ocorrências geológicas de grande importância para o conhecimento da Geologia.

No sítio geológico do Guaraú os “pavimentos estriados” aparecem sobrepostos por camadas de sedimentos antigos, identificados por Annabel como “diamictitos”. Segundo ela. tais ocorrências “testemunham a ocorrência de glaciação neopaleozóica na borda leste da Bacia do Paraná”.


O curso, que se destina a professores do ensino fundamental e médio e profissionais do turismo, terminará no dia 12 de dezembro com evento de mesa redonda, com início marcado para as 9h00, no Centro de Educação e Cultura de Salto. Na oportunidade serão debatidas questões relacionadas ao conhecimento do patrimônio geológico e geográfico regional e formas de preservação.


Colaborou: Claudia Kreidloro

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

História e Memória Corporativa

Eliana Belo Silva*

Cada vez mais as organizações públicas e privadas devem cuidar de seu patrimônio arquivístico e muitas já incluíram esse importante item em seus sistemas de gestão. Já foi a época em que os documentos, registros, dados e/ou imagens corporativas ficavam guardadas de qualquer forma, sob critérios pessoais de algum funcionário – geralmente alguém até que caprichoso, mas sem técnica nenhuma; ou então ficavam no escritório de contabilidade; ou em um quartinho empoeirado e sujeito às ações de intempéries ou até (quem já não viu isso?) no forro dos banheiros dos funcionários!




Um controle correto do arquivo de organizações não é uma tarefa fácil e como tantas outras, exige mudança cultural fundamentada em (a) implementação de padrões de arquivamento, (b) verificação (auditorias) da aplicação desses padrões e (c) melhorias sempre que possível; isso para arquivo de qualquer substrato: papel, mídia digital ou mesmo amostras diversas.

Essas ações não são apenas para preservar a história das corporações visando a manutenção de sua identidade; esse motivo é importante, mas estaria apenas relacionado ao nível cultural, praticamente erudito – foco que para alguns gestores não tem importância alguma. Na verdade os controles aplicáveis aos arquivos devem ser controlados visando a preservação e o acesso para garantir a conformidade com os requisitos legais, regulatórios, corporativos e porque não, garantir os interesses dos clientes envolvidos, quaisquer que sejam eles: desde alguém que comprou seu produto até a sociedade civil como um todo, passando por diferentes pessoas e grupos de interesse, as chamadas partes interessadas.

Para implementar um sistema de gestão de arquivos de forma correta, muitas vezes é necessária ajuda de um profissional específico, quer seja para auxiliar nas definições de quais padrões devam ser seguidos, quer seja para treinar os funcionários para que possam manter a sistemática ou ainda para auxiliar na operação as práticas definidas como adequadas para cada corporação. Todos os controles devem ser planejados, entre eles: como identificar, padronizar a produção, aprovar, analisar periodicamente, emitir, distribuir, acessar, reaprovar, manter, disponibilizar para as partes interessadas, garantir a legibilidade, recuperar, armazenar, proteger e descartar. Cada verbo desses gera ações decorrentes. É importante lembrar também que a temporalidade de guarda, para alguns os componentes de cada arquivo, deve atender a aspectos jurídicos municipais, estaduais e/ou federais.

É necessário pois, que cada organização reafirme ou defina de uma vez por todas quais são suas políticas de controle de seus arquivos com novos olhos, com nova vontade, não apenas tentando evitar passivos advindos de pesadas multas (no caso de perdas ou danos), mas reconhecendo o valor permanente dos mesmos como fonte de investigação e cultura.



* Texto originalmente publicado na revista Imediata Opinião de novembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

História do Aniversário de Indaiatuba

A fundação de uma cidade nunca é obra de um homem só.
Sobre a fundação de Indaiatuba, pelo menos até agora, fala-se primeiramente de José da Costa, que para alguns é considerado "mito", ele teria eregido a primeira capela.

 Depois fala-se dor irmãos Pedro Gonçalves Meira e Joaquim Gonçalves Bicudo, como fundadores do município, por terem construído a (outra, ou a mesma?)  primeira capela. Mas como foi Pedro Gonçalves Meira quem doou bens para essa capelinha e a transformou  oficialmente  em "capela curada", então Joaquim fica de lado para alguns, que dão crédito de "fundador" apenas para Pedro.

Eu entendo, pelos documentos que li até agora, que os fundadores são dois:
os irmãos Pedro e Joaquim. 
E há documentos históricos, fontes seguras, que dizem que Joaquim teve um amigo que se chamava José da Costa.

Pois bem, a ciranda ainda gira e, abaixo, está o ponto de vista de Marcos Kimura:


HISTÓRIA DO ANIVERSÁRIO DE INDAIATUBA



Debate no Rotary Club confrontou 24 de março e
9 de dezembro como opções para comemoração

O obelisco Monumento foi erguido no centenário, mas a data levaria outros 44 anos para ser oficializada



Na próxima quarta-feira, dia 9, comemora-se o 179º aniversário de Indaiatuba cercado de pompa e circunstância por parte da Prefeitura. Nem sempre, entretanto, a data foi comemorada, e sua adoção como Dia Oficial da Cidade se deu apenas em 1974. Na realidade, 9 de dezembro foi o dia em que Indaiatuba foi elevada à categoria de Freguesia, ou modernamente, Distrito. Diz Nilson Cardoso de Carvalho em sua Cronologia Indaiatubana: “A área de abrangência da Capela Curada de Indaiatuba (Cocais) transforma-se em distrito, isto é, fica criada uma nova unidade administrativa na vila de Itu agrupando os bairros de Piraí, Jundiaí (isto é, “Bairro do Rio Jundiahi, atual Itaici) e Mato Dentro, tendo Indaiatuba como sede da nova freguesia”. A independência administrativa plena viria 29 anos depois, no dia 24 de março, com a elevação a Vila.

Por que a escolha de 9 de dezembro então? Para começar, a data da fundação do povoamento que originaria Indaiatuba perdeu-se na história. Mesmo o suposto fundador, José da Costa, não tem sua existência documentada. A história citada por Azevedo Marques, que fala de uma imagem de Nossa Senhora da Candelária achada por esse personagem em um riacho, quando ele procurava uma vaca perdida, não se sustenta. Para começar, é uma lenda recorrente semelhante às que cercam as imagens de Nossa Senhora Aparecida e do Bom Jesus de Pirapora. Além disso, como descobriu Nilson Carvalho em sua pesquisa para o livro História da Paróquia de Nossa Senhora da Candelária, a primeira capela curada instalada aqui foi dedicada a Nossa Senhora da Conceição dos Cocaes em 1813 pelo tenente Pedro Gonçalves Meira, devoto da santa. Após seu falecimento, seu irmão e herdeiro, Joaquim Gonçalves Bicudo, consagrou a capela a Nossa Senhora da Candelária, como ficou até hoje. Os motivos para a mudança devem-se, provavelmente, ao fato de que, enquanto Meira era morador de Campinas, cuja padroeira era Nossa Senhora da Conceição, Bicudo era de Itu, que tinha a Candelária como santa da devoção.

Quanto a José da Costa, além da citação de Azevedo Marques, há uma referência em Indaiatuba e sua História, de Scyllas Leite Sampaio e Caio da Costa Sampaio, de um José da Costa Homem, que teria herdado de Domingos Fernandes, em 1687, uma sesmaria localizada onde hoje seria nossa cidade. Mas ele não poderia ser o mesmo José da Costa da santa, já que este último teria vivido na virada do século XVIII para o XIX.

Em 1930, o então prefeito Major Alfredo Camargo da Fonseca decidiu comemorar o centenário da elevação de Indaiatuba a Distrito, 9 de dezembro, e mandou edificar um monólito comemorativo no Largo da Matriz. Também encomendou ao compositor Nabor Pires Camargo um hino para marcar a data. Quatro anos depois, Scyllas Leite Sampaio, desafeto político do Major, agora ocupando a cadeira do Executivo, mandou tirar do local o monumento, que iniciou uma via-crúcis por diversos pontos da cidade, que só terminaria em 1998, quando o prefeito Reinaldo Nogueira, convencido por uma incansável campanha do arquiteto Fernando Martins Gomes, reinstalou o bloco de granito em seu local original. Em 2004, o monólito recebeu mais uma placa, desta vez celebrando a reforma da praça, feita pelo mesmo Reinaldo Nogueira.

Pois bem, como vimos, apenas em 1974, tanto a data 9 de dezembro como o Hino Indaiatubano seriam oficializados. E como isso se deu? Dentro do Rotary Club. Lá, Antonio Reginaldo Geiss, e o filho de Scyllas Leite Sampaio, Caio da Costa Sampaio, realizaram um debate que entrou para os anais da entidade, o primeiro, defendendo o dia 9 de dezembro, e o segundo, o dia 24 de março, o da elevação a Vila, como Dia de Indaiatuba. Geiss acabou vencendo a parada, usando como um dos argumentos a safra de uva no final do ano, que poderia ser aproveitada para se realizar uma exposição agrícola.

Em 1989, o então prefeito Clain Ferrari, de quem Geiss nunca foi amigo, aproveitou a deixa e criou a Feira Agrícola, Industrial e Comercial de Indaiatuba (Faici), uma comemoração do aniversário da cidade que também aproveitava a safra da uva. Isso durou apenas até 1992, quando o próprio Clain antecipou a feira para setembro sob a justificativa de que o comércio reclamava da concorrência com a Faici na época das festas e que em dezembro chovia muito. O fato de haver eleições municipais em 3 de outubro era apenas coincidência. E, naturalmente, naquele ano, em setembro, choveu muito.


* Originalmente publicado no Jornal Tribuna de Indaiá de 05/12/2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Gabino Ferreira de Miranda

Gabino Ferreira de Miranda
Crédito da imagem: Revista da Tribuna: disponível em:

Gabino Ferreira de Miranda nasceu na cidade Poço Preto, em Santa Catarina, filho de Manoel Ferreira de Miranda e de Maria Murila de Miranda no dia 18 de maio de 1918.

Seu pai foi professor no município de Itajaí, onde exerceu o magistério primário durante longo tempo, sendo patrono de um dos grupos escolares. 

Também foi jornalista e articulou nos jornais “Gazeta de Itajahy”, “Diário de Itajahy”, “Novidades” e “O Pharol”. Contemporâneo de Nereu Ramos e Frederico Schimidt, foi também um cidadão ativo na política local, conforme ilustra o texto abaixo:

Professor Manoelzinho foi vitima da intolerância em um episódio conhecido em Itajaí como “Carnaval Sangrento”. Durante o desfile de 1912, o grupo carnavalesco “Cara Dura” teve um de seus carros de crítica alvejado por tiros de carabina disparados por policiais do destacamento local. Foram feridos o carpinteiro Paulo Marcello e o jornalista Manoel Ferreira de Miranda, que teve amputada sua perna direita, atingida por duas balas.


 
Em 1927, herdando o gosto pelas letras do pai, com apenas 9 anos, Gabino começou a ajudá-lo como tipógrafo  no jornal "Diário dos Campos" e mais tarde na "Folha do Povo", ambos de Ponta Grossa. Em seguida, na cidade de Sengés, no Paraná, atuou como formista no periódico local.
 
Em 1936 mudou-se para o estado de São Paulo onde trabalhou nos seguintes jornais: "O Itararé", da cidade do mesmo nome, "O Cruzeiro do Sul", de Sorocaba, "Jornal de Piracicaba", "A Cidade", de Barra Bonita, "Jornal D´Oeste" de Santa Bárbara e "São João Jornal" da vizinha cidade de Capivari.
 
Em meados de 1959 veio para Indaiatuba onde adquiriu a tipografia Dom José, que em 1960 passou a imprimir o jornal "Tribuna de Indaiá", fundado em 17 de abril de 1955 pelos acadêmicos de Direito Rafael Elias José Aun e Renato Laércio Talli, inicialmente com o nome de Gazeta de Indaiatuba. Em 1961 adquiriu também esse jornal.
 
Viabilizar a publicação semanal do jornal Tribuna de Indaiá não foi tarefa fácil para Gabino, que perdeu seus pais prematuramente e sonhava ser patrão em vez de empregado.

Mal sabia que após realizar esse objetivo, sua vida estava findando.
 
" Gabino, que sempre trabalhava como empregado, viu seu sonho realizado ao adquirir uma tipografia e posteriormente o jornal, a quem dedicava todas as suas forças a fim de colocá-lo semanalmente na residência de seus assinantes".
(Tribuna de Indaiá de 1o. de setembro de 1963)
 
Vivia para o jornal e em função dele.

Pouco tempo antes de falecer, ele andou dizendo aos amigos que se sentia feliz em ter transferido a tipografia em seu nome e que agora poderia morrer. Embora sendo reconhecido pelos que conviveram como ele como uma pessoa humanitária e de temperamento generoso, é provável que esse ritmo de trabalho tenha sido seu algoz.

Seu maior prazer era terminar cada edição e vê-la procurada. 

E na edição  número 284 do dia 1o. de setembro de 1963, aquela mesmo que ele havia ajudado a compor, anunciou tristemente na primeira página:
 
Morreu o nosso diretor, vítima de sua sensibilidade:
Seu coração vibrou mais que as páginas do jornal.
 
Esta edição ainda é fruto de seu trabalho. 
Apenas dolorosamente encerrada por seus familiares que fizeram questão que não falhasse.
Gabino, lá do céu, verá essa edição, que não pôde terminar, mas que seus entes queridos não quiseram deixá-la inacabada. 
Essa é a maior homenagem póstuma aquele que amou, vibrou e morreu por esse jornal.

(Tribuna de Indaiá de 1o. de setembro de 1963)

Com apenas 45 anos de idade, vítima de um derrame cerebral,  Gabino faleceu na sexta-feira dia 30 de agosto às 7:30h no Hospital Augusto de Oliveira Camargo.

Era casado com Dalmira da Silva Miranda e deixou os filhos Belmira, Terezinha, Manoel e José Luiz. Várias pessoas acompanharam seu velório e sepultamento, feito após celebração de reverendos presbíteros de várias localidades e de homenagens póstumas feitas por autoridades de outras religiões, pelo prefeito de Indaiatuba, entre outros.

Todos muito jovens, os filhos aprenderam aos poucos o ofício, se concentrando mais na parte técnica como a montagem, impressão e distribuição do jornal; o antigo proprietário, Rafael Elias José Aun auxiliava na redação das notícias.


Nesta citada edição de 1963, os filhos  assumiram que continuariam a zelar pelo seu sonho e execução de sua missão.
 
O seu sacrifício é a semente que irá germinar, por ação de sua família,
desejosa de cumprir a sua missão.
(Tribuna de Indaiá de 1o. de setembro de 1963)





.....oooooOooooo.....

Texto de Eliana Belo Silva, com informações de Oscar França,
que também cedeu o jornal citado.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

As cores da região nas obras de Tarsila do Amaral

Poucos sabem, mas a modernista Tarsila do Amaral, natural de Capivari, morou em Indaiatuba e se inspirou em paisagens da região, inclusive de Itu e Jundiaí para suas obras*.


Obra de Tarsila que teria sido inspirada em fazenda de Indaiatuba


ABAPORU
Obra mais famosa de Tarsila, foi inspirada na região



Retrato de Tarsila do Amaral, incío da década de 1920

Casas humildes, muito verde, céu aberto e a presença de animais. Olhar para uma das obras da artista plástica Tarsila do Amaral requer muito mais do que uma simples admiração. Quem as vê certamente irá se imaginar - ou talvez viajar - por um mundo onde o que importa é o sol que nasce para um novo dia, os pássaros que cantam nas árvores e o "bom dia" entre os compradres. Mas não seria possível reproduzir todas as cenas interioranas sem que houvesse uma convivência mais íntima com esse universo.
Tarsila viveu durante anos no interior de São Paulo, mais precisamente nas regiões de Capivari e Indaiatuba, o que a ajudou a criar o ambiente caipira em seus quadros.
No entanto apenas a inspiração não seria suficiente, já que falar em Tarsila é falar em talento e sensibilidade.
Figura importante do Movimento Modernista de 1922, Tarsila do Amaral nasceu em 1o. de setembro de 1886 em Capivari, na Fazenda São Bernardo. Até mudar-se para São Paulo, pode usufruir do cenário que mais tarde seria fonte para sua criação. É nítido observar em seus quadros a presença de paisagens rurais representadas por casas envoltas em cercas de madeira como em "Cartão Postal" e "O Mamoeiro", entre outros.
Capivari não foi o único reduto da pioneira de 22. Grande parte de sua vida aconteceu na Fazenda Santa Teresa do Alto, vilarejo de Mont Serrat, entre as cidades de Indaiatuba e Jundiaí. Um dos seus quadros mais famosos, o Abaporu,  produzido em 1928, foi inspirado nas pedras que preenchem até hoje as estradas entre Itu e Jundiaí. Formas arredondadas e cores vibrantes caracterizaram a região por meio de um homem com pés e braços enormes, que segundo ela representava um indivíduo selvagem que se alimentava de carne humana. A obra foi um presente para seu então marido Oswald de Andrade.
Seis obras que retratam os convencionais de Itu, expostas ainda hoje no Museu Republicano "Convenção de Itu", também são da autoria da artista, revelando a grande ligação que ela mantinha com a região.
Parentes da artista que ainda vivem em Mombuca (distrito de Capivari) e Indaiatuba tiveram o prazer de conviver com Tarsila, contaram como o interior era fonte inspiradora de suas pinturas. " Ela valorizava muita a região toda. A sua obra intitulada "Paisagem" foi pintada em homenagm a fazenda Santa Teresa do Alto", realça Heloísa Maria do Amaral, sobrinha de Tarsila e proprietária da fazenda Sertão, em Indaiatuba.
A variação de cores e a presença de imagens campestres são as referências apontadas pelo procurador e sobrinho de Tarsila, Guilherme Augusto do Amaral, nas obras de sua tia. Ela costumava afirmar que os tons utilizados nos quadros eram exatamente iguais àqueles que havia tido contato enquanto criança. Orgulho de sua origem, Tarsila soube com perfeição e modernismo retratar olugar onde viveu e passou parte da sua vida. O mundo conheceu e continua conhecendo a simplicidade de uma caivariana que também foi ituana, indaiatubana, juniaiense... ou melhor, brasileira.









*Imagens e texto: Revista Regional.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Desenho para pintar




Desenhos de Indaiatuba feitos por Eduardo Bajzek Barbosa,

 mantenedor do blog PERSPECTIVAS E SKETCHES.


terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Anjo Falou

texto e imagem do artista José Paulo Ifanger






Faz bastante tempo que estou representado materialmente aqui na torre da Matriz Nossa Senhora da Candelária. Vejo o nascer do sol todo dia, e com carinho e respeito, executo o toque da alvorada (preste atenção que você consegue ouvir) para o povo gentil desta cidade.


Conheço tudo e todos que aqui viveram e vivem; observei as grandes transformações urbanas que aqui ocorreram e continuam acontecendo, aliás, fico preocupado com esse crescimento exagerado, pois sinto que a infra-estrutura precisa estar devidamente preparada.

Vou falar um pouco sobre a cidade atual, quero abordar as coisas alegres e boas que se passaram nesta “terra querida e venturosa”. Querida porque é nossa, é de todos que a adotam, e venturosa porque, morar aqui, nos faz mais felizes ainda. Vocês sabem que o tempo não conta para mim, razão pela qual me lembro do “campo florente, vasto e bonito”, que esperava a chegada dos primeiros moradores.

Eu vi tudo: as ruas de terra batida, cavalos, carroças e charretes circulando calmamente, a construção das praças, escolas, igrejas, prédios públicos e residenciais. Lembro-me bem da construção do hospital, uma obra importante e grandiosa para aquele tempo e que é apropriada até os dias atuais.

Lembro-me da construção do prédio da Câmara e Cadeia na Praça Prudente de Morais, que foi demolida para ceder lugar a “nada”, uma pena. Tenho lembranças da construção da estação ferroviária, dos cinemas, dos clubes de futebol e mais tarde os sociais.

Eu precisaria de muito espaço para descrever o desenvolvimento da cidade em todos os seus aspectos. Indaiatuba foi administrada por excelentes (mas nem todos) homens que deixaram marcas indeléveis no conceito dos moradores da cidade.

A população da cidade sempre foi maravilhosa, cheia de pessoas simples, trabalhadores respeitosos, intelectuais brilhantes e dedicados em suas atuações, comerciantes, prestadores de serviços, professores, médicos e tantos outros que mantêm sua dignidade na cidade.

Vou passar algumas décadas e comentar os últimos 30 anos quando a cidade começou mesmo a se expandir. Graças à visão administrativa e a vontade popular, tomou novos rumos, grandes avenidas foram elaboradas, condomínios de alto padrão, novos e modernos bairros, novas praças e logradouros públicos se ergueram à nossa vista quase que de imediato.

Houve imensa migração, gente de outros estados, de cidades próximas e distantes, optaram por morar em Indaiatuba; tudo isso graças ao aumento das indústrias, dos serviços e do comércio cada vez mais efetivo e representativo.

Surgiu o shopping center, novas lojas e salas de cinema, os clubes se modificaram e cresceram, grandes escolas foram instaladas favorecendo o futuro da nossa juventude.

A prefeitura saiu do centro da cidade buscando um lugar adequado para o desenvolvimento urbano.

A quantidade de agências bancárias aumentou, hospitais, clínicas médicas e consultórios odontológicos e outros se espalharam pela cidade.

A parte cultural da cidade está muito bem, com um magnífico teatro, cursos de artes, eventos significativos e o nosso povo participando.

Restaurantes, bares e casas noturnas surgiram e continuam despontando para atender a todos a contento.

Assim foi, assim é nossa Indaiatuba: repleta de histórias, de momentos difíceis, ocasiões fáceis e satisfatórias como ocorrem às demais cidade parecidas.

Bem, eu vou parando, pois necessitaria de mais umas duzentas mil páginas para me manifestar sobre Indaiatuba, aí, ninguém leria.

Não é do meu feitio, muito menos minha missão aqui na terra, prever ou orientar sobre o futuro, porém deixo algumas sugestões possíveis à mente do homem de reflexionar e antecipar possíveis desconfortos urbanos.

Crescer é bom, mas estar preparado é bem melhor.

Cuidado com o futuro bem próximo, pensem desde já nas circunstâncias do trânsito, cuidem bem da água, da segurança pública, da educação, do emprego para todos, evitem enquanto é tempo a disseminação das drogas e orem bastante para continuarmos no nosso “santo ninho de amor caro e gentil”.


.....oooooOooooo.....


Texto originalmente publicado no livro "Um Olhar Sobre Indaiatuba (1) de 2006.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Um bate papo com o busto do herói-soldado

 texto de Jota Dablio

Era uma daquelas noites indaiatubanas: céu límpido, estrelado, uma noite calma, sem vento.

Uma certa nostalgia da praça completamente vazia se apossara de mim.

_ Psiu.... Psiu....

Olhei para trás procurando o dono do psiu, e não via ninguém; nem à direita, à esquerda ou mesmo à frente. Deve ser algum pássaro, também notívago, que se deliciava com a noite gostosa, pensei.

_ Psiu, psiu... Ouvi novamente.  _ Aqui forasteiro, sou eu.

Olhei bem para divisar quem me chamara tão insistentemente.

_ Aqui companheiro desta madrugada, sou eu, o voluntário João dos Santos, herói de Indaiatuba. Aproxime-se, quero bater um papo com você.

Juro por Deus, (falando comigo mesmo) nunca mais hei de abusar do copo!

Puxa, estou escutando coisas.

Credo!

 Já ia apressando o passo do toc toc da bengala companheira, quando um psiu bem mais forte ordenou-me a estacar. Parei e olhei bem para a direita e o encarei o busto de João dos Santos, aproximando-me.

_ Pois não seu João, já vou.

_ Pois não seu João, uma ova. Me trate de voluntário João dos Santos.

_ Sim, sim, é claro  - disse-lhe, suando frio-  me perguntando que será que eu não fiz?!

_ Pronto, voluntário João dos Santos, estou todo ouvidos, todo orelhas, todo não sei que mais na algaravia do medo, em outras palavras desconexas, procurando firmar-me no bambú da minha bengala e na coragem que não possuia.

_ Não foi você que passou lá onde mora meu irmão o Aristóteles? Lá na rua Pedro de Toledo na altura do número oitocentos?

_ Sim, fui eu, claro, por uma grande coincidência não fiz de propósito, eu tinha ido...

_ Silêncio, não enrole. Foi você?

_ Sim, fui eu.

_ Pois bem, conte-me o que viu.

_ Bom, voluntário João dos Santos, eu vi o Aristóteles, onde ele mora, onde ele cozinha, etc.

_ O lugar, forasteiro, o lugar, descreva como é. Você não vê que eu estou preso aqui, nem pernas me colocaram, e não posso sair por ai andando? O que ele diz?

_ Mas ele não vem aqui conversar com você? - arrisquei eu.

_ Sim ele vem, mas fala enrolado e nunca entendi direito. Soube por uns intermédios que você esteve lá e quero tudo bem explicadinho, agora.

_ Bom, na verdade, o lugar que ele mora, por caridade de uma indústria (abençoada seja!) não está no relento. Mas é um quartinho que era uma casa da força, onde de vez em quando chove dentro; ele cozinha no corredor, quase ao relento, num fogãozinho em cima de um caixote. O caixão é bem mais baixinho que ele (hi, hi, hi).

_ Nada demais.

_ Desculpe, mas já falando, aqui onde ele mora, não é lá muito confortável para o irmão de um herói.

_ Chega, nada de gozação. Será que você não aprende?

_ Bom, voluntário João dos Santos, ele me disse ainda que sofre de diabetes, do coração e que quando a saúde permite, ajuda um amigo a vender bilhete da loteria, e vai se defendendo contra a miséria de sua vida. Faz ainda uns biscates aqui e acolá. Enfim, vagabundo ele não é, só que a vida é madrasta para com ele, com todas essas  doenças e um milhão de etecéteras. É isso...

_ Muito bem forasteiro.

_ Perdão voluntário João dos Santos, mas fazem seis anos que moro aqui.

_  Ainda assim posso chamar-lhe de forasteiro e de graças à Deus por isso. Onde se viu, meu irmão nessa situação? Você não tem o pecado da omissão de muitos indaiatubanos por não ter nascido aqui. Não terá que pagar esse pecado. Você sabe que todo ano, alguns me trazem flores, fazem discursos, comemoram a sombra do meu busto o dia do Soldado Contitucionalista? Mas isso adianta? Se o coitado do meu mano passa as piores necessidades? Que dirão os visitantes ao contemplar-me aqui na praça? Quem foi ele? - Este, dirá um indaiatubano bem informado, é nosso herói, voluntário João dos Santos, morto na Revolução de 1932, enchendo o peito de satisfação... Já do irmão do herói... É verdade? Irmão do herói Indaiatubano? Sim, sim... cheio de reticências... ele é o irmão do nosso herói indaiatubano.... (falando murcho).

_ Forasteiro, pegue uma picareta, derruba o bronze que me dignifica e vende aos quilos - o que apurar arranje mais conforto para o meu irmão. O dinheiro das flores, que aos pés desta lage fria me presenteiam, e depositam, empreguem para que aqueçam as noites frias de meu querido. A homenagem e a lembrança de cada ano que a mim são dirigidas, desviem-na para seu amparo e conforto, pois, assim estarei mais homenageado e honrado que todo esse bronze, essas flores e todos esses discursos. 

_ Vá, forasteiro, tenha uma boa madrugada se puder...


Imagem da Rua Voluntário João dos Santos, em Indaiatuba.
Imagem do professor Gentil Gonçales Filho in http://www.panoramio.com/photo/26120873


Embarque dos soldados na Revolução de 1932
Estação de trem da Estrada de Ferro Sorocabana - Indaiatuba.
Imagem do acervo de Antônio da Cunha Penna













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